Cuando los Elefantes Sueñan con la Música é um programa de Radio 3, de Radio Nacional de España, dirigido e apresentado por Carlos Galilea há mais de 20 anos.
Latinidad y negritud para, a partir de la música brasileña, acercarse a ritmos antillanos, sonidos africanos o el arte del jazz

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imagem: http://www.rtve.es/podcast/radio-3/cuando-los-elefantes-suenan-con-la-musica/

kindle vs. iPhone  (e iPad?)

Têm aparecido notícias sobre a suposta concorrência que o novo tablet da Apple, que (segundo os rumores a que a empresa nos tem habituados) será apresentado a finais deste mês de Janeiro no Consumer Electronics Show, vai significar para o leitor de e-books Kindle, da loja Amazon.

Duvido. O tablet da Apple e o Kindle poderão é complementar-se.

Este último, com a chamada tecnologia de tinta electrónica ou papel electrónico, e muito mais leve, permite uma confortável  leitura ao ar livre (ainda ontem voltei a usar para ler um bocado enquanto desfrutava destes bem-vindos raios de Sol).

Rival da Amazon?:

- A aplicação que permite ler os livros do kindle no iPhone já está disponível fora dos EUA.

- Amazon tem disponível um interface para PC (Kindle for PC) que, segundo a Amazon, estará disponível em breve para Mac.

Será, este “em breve”, o dia 27 de Janeiro?

Hope for Haiti Now

23 Janeiro 2010

Os temas do concerto Hope for Haiti Now podem comprar-se no iTunes (todos por 6.99 euros).

  • Beyoncé, Jay-Z, Jennifer Hudson, John Legend, Justin Timberlake, Madonna, Mary J Blige, Rihanna, Shakira, Stevie Wonder, Sting, U2, …

É mais uma maneira de ajudar.

My Beautiful Blue Country (1997) [Alfredo Keil/Luís Pipa], por Luís Pipa,

em Luís Pipa (2009): Portugal

Uma versão muito interessante, sem cargas épicas ou belicistas, de outra que todos conhecemos.

(para ouvir, clique na imagem do CD)

Os críticos do suplemento literário do El País, Babelia, elegeram Anatomía de un Instante, de Javier Cercas, como o livro do ano em Espanha.
Trata-se de uma crónica (?) romanceada (em El País aparece sob a categoria “ensaio”) dos acontecimentos que ensombraram Espanha no dia 23 de Fevereiro de 1981.
O “instante” é o momento em que Adolfo Suárez (primeiro-ministro demissionário), o general Gutiérrez Mellado (vice-primeiro-ministro) e Santiago Carrillo (secretário-geral do PCE) decidem não obedecer à ordem de atirar-se ao chão dada pelo golpista Tejero (“todos al suelo”) entre disparos dos “guardias civiles” que acabavam de irromper no Congreso de los Diputados (Assembleia da República) no momento em que se votava a investidura do primeiro-ministro, que iria substituir Adolfo Suarez.
É esse o momento e o prisma a partir do qual J. Cercas nos apresenta aquela época (a chamada “transición”) de Espanha.

Fiquei com a sensação de que Cercas usava uma estratégia narrativa de círculos quase concêntricos que se deslocavam ligeiramente para trás ou para a frente. Daí a sensação de repetição, de estar voltando constantemente ao mesmo ponto. Calculo que Cercas pretende criar esse efeito repetitivo, daí o recurso à repetição (para o meu gosto, excessiva, ou excessivamente evidente) de palavras, estruturas, caracterizações, paradoxos, etc. (por exemplo os substantivos, adjectivos ou expressões que em forma de epítetos são aplicados aos diferentes protagonistas, ao governo que eventualmente deveria ter saído como consequência do 23 F, etc.). Lembro, por exemplo (sem qualquer pretensão de rigor nestas citações), a repetição de: “golpe de timón, golpe de bisturí o cambio de rumbo” “um gobierno de salvación nacional o de concentración o de gestión”, “que (o que X cree, ou siente, que )”, “un hombre politicamente acabado y personalmente roto”, etc.
Um bocado inverosímil é a “perfeição” em que se estrutura, aos pares, a relação entre Adolfo Suarez, o general Gutierrez Mellado e Santiago Carrillo vs. o general Alfonso Armada, o general Milans del Bosch e o tenente-coronel Antonio Tejero.

De qualquer maneira, um livro interessante, sem dúvida. Será que a sua leitura terá a mesma capacidade de “prender” o leitor que não viveu os acontecimentos?

Facebook à solta?

16 Janeiro 2010

Pense no Haiti

15 Janeiro 2010

http://www.youtube.com/watch?v=TzlFn-Eq15w

Obrigado, Begonha, por lembrar.

Estou a perder a paciência para ler romances. Para além de livros mais ou menos da minha área, dou por mim, nas livrarias (físicas ou outras), à procura de obras claramente afastadas do que poderíamos chamar “literatura de ficção”. A primeira parte do artigo publicado pelo sociólogo espanhol Vidal-Beneyto no início deste mês em El País, retrata, em parte, o que sinto quando largo um romance após as primeiras 20 ou 30 páginas de leitura. Será que isto tem cura? Melhor não ter cura?


“A literatura invadiu todos os âmbitos da comunicação, principalmente da escrita, e impôs os seus valores, as suas pautas, os seus modos e as suas gentes. À literaturização do pensamento, hoje já culminada, seguiu esta apoteose literária dos meios de comunicação, que outorga os maiores louvores e os melhores espaços aos literatos e consagra a autoqualificação de escritor, a que mais abunda hoje nos jornais, como signo de demarcação da excelência, como razão de pertença à tribo dos eleitos. Os jornalistas propriamente ditos ficam reduzidos à condição de empregadozeco, de mexeriqueiro da notícia, já para não falar dos expertos, principalmente dos científicos sociais, obstinados mendicantes de um furo em que meter as suas análises e reflexões. Para aprofundar nesta perspetiva, ver: Oskar Negt e Alexander Kluge, Öffentlichkeit und Erfahrung (Suhrkamp, 1972) e Serge Halimi, Les nouveaux chiens de garde (Liber-Raisons d’agir, 1997).

O escritor, pelo contrário, dispõe de todas as oportunidades para, ignorando o saber acumulado sobre a maior parte dos grandes problemas e questões, se lançar de corpo e alma à apresentação das suas mais banais ocorrências, isso sim, com o brilhantismo que lhe confere a sua consabida destreza retórica…”

JOSÉ VIDAL-BENEYTO > E l macabro vodevil de Copenhague (El País) [02/01/2010]

Foto: Kampers (no flickr)

leitor de e-books Kindle

28 Dezembro 2009

Comprei, há umas semanas o leitor de e-books Kindle, da loja Amazon. A razão da minha escolha não foi por ser o melhor aparelho (qual é? ou o ser mais barato, mas sim pela facilidade de comprar um livro. Basta ligar-se à loja Amazon (usa a rede móvel, mas não se paga mais por isso), procuras o que queres e, após um clique, já tens o livro no teu leitor.

A todos aqueles que pensam que a experiência de leitura é a mesma que se tem com um computador portátil, aconselho-os a experimentar. Não tem nada a ver com um ecrã de computador. Fiquei ainda mais admirado quando experimentei no exterior.

Com o Kindle pode-se:

- alterar o tamanho dos caracteres;

- marcar páginas fazer anotações e sublinhados;

- ouvir a leitura dos textos em inglês (nada mal para ser uma voz sintetizada);

- ligá-lo ao computador e passar documentos (por exemplo em PDF);

- enviar documentos (.doc, .txt ou .html) à Amazon e recebê-los no aparelho (sem custos).

Três reparos a fazer:

- o facto de haver livros “não disponíveis em Europa” (desconfio que se trata de restrições impostas à Amazon);

- o preço dos livros técnicos (o preço dos “não técnicos” anda à volta dos 10 euros);

- a ficha de alimentação tipo norte-americano (embora também se possa carregar directamente no computador, com USB).

Para os mais cépticos quanto ao futuro dos e-books: Amazon vende mais e-books do que livros em papel no dia de Natal (Público).