Problemas de lexicografia

29 Novembro 2006

Problemas de lexicografia

Encontrei em Assim Mesmo uma referência simpática ao meu trabalho “Problemas de Lexicografia. Para um Novo Dicionário Espanhol-Português”:

É pena que a última edição deste dicionário, de Agosto de 2005, não tenha acolhido a proposta do professor Álvaro Iriarte Sanromán, da Universidade do Minho, que dava a seguinte redacção ao verbete:

«pañal […] s.m. Fralda (peça de material absorvente para envolver as nádegas das crianças de peito); Los pañales desechables son hechos de celulosa: As fraldas descartáveis são feitas de celulose. 2. Cueiro, fralda (faixa de pano para envolver as nádegas das crianças de peito); Hay que cambiar los pañales del niño para proteger la piel: É preciso mudar os cueiros do bebé para proteger a pele. • Estar en ~s: Estar a zero.»”

Em breve (talvez meados de 2007) teremos um novo dicionário de Espanhol-Português, a publicar pela Porto Editora. Estamos na fase final de revisão em papel. Espero não defraudar as expectativas eventualmente criadas no trabalho referido (e noutros). Contudo, ao ser um dicionário de nova feitura, as gralhas, erros, etc. poderão ser mais frequentes do que gostaríamos.

Interessante o livro de Enric Juliana (2005) La España de los Pingüinos. Una visión antibalcánica del porvenir español: la concordia es posible. Barcelona, Destino (apesar do horroroso título).

Obrigado ao Dr. Carlos Pazos, do Centro de Estudos Galegos, pela proposta de leitura (e por me emprestar o livro).

Tomo do livro o seguinte trecho, que justifica o título deste post:

“…as Autonomías contribuiram notavelmente para a modernização de Espanha, adiantando-se em certa medida ao futuro. A Europa tende claramente para a descentralização. Os alemães, forçados, como uma vacina contra um IV Reich; os britânicos, campeões do senso comum, conseguiram encarrilar o mal-estar da Escócia; os ilatianos continuam a bater na mesma tecla mas avançam para um certo esquema federal. Em Portugal volta a colocar-se a questão da regionalização; e a complexa crise da França é também a crise do centralismo. Sem as Autonomías, a Espanha não teria aproveitado com tanta eficácia os fundos de coesão e outras ajudas europeias. Não há dúvida de que as autonomias fizeram bem à Espanha.” (pág. 95).

Tinha-me esquecido completamente da 2.ª Conferencia sobre o Acesso Livre ao Conhecimento.
Hoje passei pelo local onde está a decorrer a conferência e lembrei-me de pedir o programa. Como não estava inscrito, não tive direito.
Continuei o meu caminho e a pensar, divertido: acesso livre, sim, “ma non tropo”!
É só uma brincadeira. De qualquer maneira, podem assistir à emissão em directo em:
mms://streaming.uminho.pt/OpenAccess

“O RepositóriUM – repositório institucional da Universidade do Minho (https://www.repositorium.sdum.uminho.pt) assinala o seu terceiro aniversário com a implementação de uma nova versão (v1.4) do software DSpace, uma nova interface e novas funcionalidades, das quais se destacam os recursos RSS e a introdução de mais dois idiomas de tradução da interface, o francês e o castelhano, respondendo assim à sua significativa utilização internacional.” (repositoriUM)

Comércio Justo

26 Novembro 2006

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Numa entrevista a Esther Vivas, coordenadora do livro ¿Adónde va el comercio justo?, em Consumer.es Eroski, leio:

«Los últimos estudios revelan que, a pesar de los avances, los españoles sólo nos gastamos en Comercio Justo 348 euros por cada 1.000 habitantes, la cifra más baja de la UE a excepción de Portugal (36 euros) y muy por debajo de la media de la UE, que se sitúa en 2.318 euros por cada mil habitantes.»

De qualquer maneira, pensem que ficam sem contabilizar as compras feitas nas pequenas mercearias, feiras, praças (legumes e frutas dos lavradores e lavradeiras locais), artesanato, produtos de cooperativas, livros, etc.

Nesse sentido, a entrevistada alerta para o facto de que não são apenas produtos do comercio justo aqueles que encontramos (também nas grandes superfícies) com o selo FLO.

Montagut, Xavier e Esther Vivas (2006) ¿Adónde va el comercio justo?, Barcelona, Icaria Editorial.

Colabore com a produção de artesanato e produtos alimentares que garantem salários dignos, igualdade de género, direitos laborais, protecção perante a exploração infantil e respeito pelo ambiente.

Encontrará artigos téxteis, de decoração, para si ou para a sua casa, livros e muitas coisas mais na loja electrónica de Intermón Oxfam.

Ofereça prendas solidárias.

Taxa digital

25 Novembro 2006

Taxa por cópia digital

Na Espanha, a “Sociedade General de Autores” está a exigir o pagamento (com carácter retroactivo!) de taxas por cópia digital sobre produtos como CDs, DVDs, MP3s, gravadores de CDs, etc.

A aplicação da taxa digital pode supor pagamentos que ultrapassam o próprio valor do produto (no caso de dispositivos de grande capacidade de armazenamento).

Consumer.es Eroski publica uma entrevista com Ana Maria Méndez, representante da plataforma Todoscontraelcanon, onde, a dada altura, se diz:

“Según un informe del Centro de Estudios Enter (qué agrupa a grandes empresas del sector tecnológico, así como al organismo estatal Red.es), el canon digital representa un 60% del precio de un DVD en España. La misma fuente señala que la aplicación de este canon al reproductor iPod de 30 Gigabytes puede suponer un sobrecoste de 90,6 euros, frente a los 2,56 euros o 9,87 euros que se paga en Alemania e Italia respectivamente.”

Na página de Todoscontraelcanon, recolhem alguns exemplos de taxa digital que se pagam por alguns produtos: 50 euros por um pacote de 200 CDs virgens ou 140 euros por um pacote de 100 DVDs virgens.

Estou a pensar no número de CDs e DVDs que tenho guardados com dados, fotos, cópias de segurança, etc. Em nenhum deles copiei qualquer obra com direitos de autor (música, filme, etc.).

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