«…”a transformação massiva de culturas em biocombustível provocou a escalada de preços de produtos básicos essenciais para a sobrevivência de milhões de pessoas”.
Segundo dados da FAO, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, no último ano o trigo encareceu 130%, o arroz 74%, a soja 87% e o milho 53%. Ziegler [relator especial da ONU para o Direito à Alimentação] sublinhou que, “se na Europa uma família dedica à alimentação 10% do seu orçamento, no mundo em desenvovimento essa proporção pode chegar a 90%”.»

texto e fotografia: ELPAÍS.com > La ONU culpa de la crisis alimentaria a la “política aberrante” del FMI

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«Las lenguas, que son esenciales para la identidad de las personas y los grupos y para su coexistencia pacífica, constituyen también un factor estratégico para avanzar hacia un desarrollo sostenible y una articulación armoniosa entre lo mundial y lo local.
Lejos de constituir un ámbito reservado al análisis de los expertos, las lenguas son la médula de toda vida social, económica y cultural. Ese es el significado del lema que la UNESCO escogió para el Año Internacional de los Idiomas: “Los idiomas cuentan”.

Con motivo de esta novena edición del Día Internacional de la Lengua Materna, hago un llamamiento para que se reconozca en el mundo entero la importancia de la diversidad lingüística y del plurilingüismo en los sistemas educativos, administrativos y jurídicos, en las expresiones culturales y en los medios de comunicación, en el ciberespacio y en los intercambios comerciales. ¡Que todos los miembros de la familia de las Naciones Unidas y el conjunto de los Estados Miembros, asociados y amigos de la UNESCO se sumen a la tarea de demostrar que “los idiomas cuentan”!»

Fonte: da mensagem de Koichiro Matsuura,
Director General de la UNESCO,
com motivo do Dia Internacional da Língua Materna
21 de Fevereiro de 2008

UNESCO > Día Internacional de la Lengua Materna (21 de febrero 2008)

21 de febrero, Día Internacional de la Lengua Materna

Finalmente que oiço alguém bater na mesa sobre a questão do Acordo Ortográfico!
Estou farto de algumas “vacas sagradas da cultura portuguesa” que se acham “donos da língua”.
Quantas décadas mais temos que esperar?

Acabo de ler no Expresso (Escritor Eduardo Agualusa defende ortografia brasileira):

«O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, defende, em crónica hoje divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, que Angola “deve optar pela ortografia brasileira”, caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por “resistência” de Portugal.

Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, José Eduardo Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal.

Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a “confusão” entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de “uma única ortografia” no espaço de língua portuguesa, sendo “absurdo” pensar-se em unificar as diferentes variantes da “nossa” língua.

O autor aponta ainda o dedo a um “enraizado sentimento imperial” de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão.

E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque “a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal – na Galiza”.

“Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos”, aponta.»

os novos conquistadores

16 Novembro 2007

«…lo que más molestó al Rey no fue ese apunte (total, un bombardeo más o menos), sino que Ortega subrayara las prácticas abusivas, de auténtico expolio, que está utilizando en Nicaragua una compañía eléctrica española, Unión Fenosa.

Unión Fenosa forma parte de lo que en América Latina llaman, muy gráficamente, “los nuevos conquistadores”.»

Público > El dedo en la llaga. El día a día de Javier Ortiz > Hágase la luz


Faz hoje um ano que foi assassinada Anna Stepanovna Politkovskaya (Анна Степановна Политковская ), que denunciou as torturas e as violações dos direitos humanos na Tchetchénia.

Foto : Wikipédia (© Novaya Gazeta e Portal Human Rights in Russia ).

“As nossas autoridades não têm vergonha em afirmar enfaticamente que os soldados espanhóis mortos no Afeganistão foram “assassinados”, e qualificam as acções armadas que provocaram a morte dos mesmos de “atentados terroristas”.
No vou contestar que é uma desgraça o facto de essa pobre gente ter perdido a vida. Só faltava. O que já me parece discutível é apreciação dos factos.
Por uma vez, e sem que isto sirva de precedente, tenho de dar razão a Mariano Rajoy. O Exército espanhol está no Afeganistão numa missão de guerra. Tentar disfarçar essa realidade com artifícios verbais sobre missões de paz é uma parvoíce. Os soldados que o Governo de Zapatero enviou para lá estão apetrechados com armas de guerra e, chegado o caso, utilizam-nas. E disparam a matar, se se propicia.
É verdade que foram com o aval de las Nações Unidas. Das mesmas Nações Unidas que nunca enviaram tropas a Israel para garantir manu militari o cumprimento das suas resoluções. Das mesmas Nações Unidas que apoiaram a Guerra de Coreia. Mas a legalidade formal de uma invasão armada no resolve todos os problemas, nem por isso.
As tropas francesas que invadiram Espanha em 1808 entraram até à cozinha com a autorização do próprio rei de Espanha, antecessor do actual. ¿Foram assassinos os guerrilheiros que as combateram? ¿Foram actos terroristas as suas acções contra o exército ocupante? Não me ensinaram isso na escola.
Nas guerras, no é proibido matar os soldados inimigos. É, sim, a população civil, como com demasiada frequência faz o exército dos EUA que ocupa o Afeganistão.
Seria muito bom que as leis internacionais proibissem taxativamente matar soldados. Mas então no haveria guerras. Nem soldados.”

Fonte: Javier Ortiz: Público.es: El dedo en la llaga: ¿Se asesina en las guerras?
(a tradução é minha)

É o auto-ódio, idiota!"

17 Setembro 2007

Há perto de 25 anos, num trabalho para uma cadeira na Faculdade de Filologia de Santiago de Compostela reproduzi o seguinte trecho do Lazarillo de Tormes para ilustrar o conceito de auto-ódio.

Dedico-o agora a Ferreira Fernandes, que “mordeu a própria língua” com a publicação de MODERNICES FILHAS DE REACCIONÁRIOS no Diário de Notícias.

“…

De manera que, continuando la posada y conversación, mi madre vino a darme un negrito muy bonito, el cual yo brincaba y ayudaba a calentar.

Y acuérdome que, estando el negro de mi padrastro trebejando con el mozuelo, como veía a mi madre y a mí blancos y a él no, huía de él, con miedo, para mi madre, y, señalando con el dedo, decía: «¡Madre, coco!»

Respondió el riendo: «¡Hideputa!»

Yo, aunque bien muchacho, noté aquella palabra de mi hermanico y dije entre mí: »Cuántos debe de haber en el mundo que huyen de otros porque no se ven a sí mismos!

…»

Anónimo (1554?) La vida de Lazarillo de Tormes y de sus fortunas y adversidades.

(via Portal Galego da Língua: A ‘blogosfera’ galega e portuguesa indignam-se com Ferreira Fernandes)

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