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27 Maio 2007

Que interessante (e que prometedor) ler de alguém como Enrique Dans, do Instituto de Empresa (“business” puro e duro) coisas como “Dinosaurios y pop-up, columna en Libertad Digital” sobre o uso de “um dos formatos mais profundamente desacreditados, contaminados, desrespeitadores, intrusivos e contraproducentes que existem no mundo da publicidade: a janela emergente ou pop-up

¿Qué hace que se sigan invirtiendo presupuestos publicitarios en lanzar teóricamente a los ojos del cliente un mensaje que éste, en la mayoría de los casos, ni siquiera llega a ver, y que si ve provocará que se acuerde manifiestamente de la madre que parió al anunciante? Simplemente, el genuino desconocimiento y la traslación a coordenadas Internet de una ‘presunta’ sabiduría del marketing de toda la vida: el concepto de marketing de interrupción. Creer que no pasa nada cuando te interpones entre el cliente y el contenido al que éste quiere acceder. Como en la tele, que cuando vienen los anuncios cambiamos de canal o nos levantamos al servicio mientras los anunciantes se dedican a ignorar que lo hacemos, en Internet existe toda una “generación perdida” de marketers que creen que eso de bloquear los pop-up es “cosa de frikis“, …

José António Millán, que também recolhe este post de Enrique Dans, comenta em El anuncio en el ojo que “me meten intersticiales hasta en Open Bank cuando doy una orden de transferencia, es decir: ¡¡en el momento en el que con un clic o no tropecientos euros van acá o allá!! Están completamente locos!!!”

Há anos que me interrogo sobre a real eficácia dos reclamos na TV e na rádio. Pessoalmente, 99% dos mesmos deixavam-me (uso o passado porque agora, praticamente, não consumo televisão) totalmente indiferente, dando-me vontade, pelo menos, de mudar de canal ou de desligar a televisão. E quando não me deixavam indiferente, pior: era porque ficava com uma imagem, no mínimo, negativa da empresa anunciadora.

Há, contudo, casos de publicidade mais dirigida e menos invasiva onde já encontrei coisas mais interessantes e até verdadeiramente informativas (informação e publicidade não têm de ser necessariamente antónimos).

Este tipo de publicidade mais dirigida e mais informativa vai colocar novos problemas, nomeadamente no que se refere à questão dos limites entre o que é “programação” e o que é “publicidade”, que poderão ser ainda mais difusos. Questões que, imagino, deverão ser repensadas para o Código da Publicidade.

O mesmo problema dos limites entre publicidade e programação também se coloca nos próprios conteúdos da programação sem intenções publicitárias. Um exemplo: o programa A1 Ciência de 23-05-2007 sobre o site www.barbiegirls.com. E fique claro que com isto não estou a querer insinuar que o programa A1 Ciência, que acompanho regularmente em formato podcast, nos tentasse impingir qualquer tipo de publicidade subliminar.

É claro que deveremos estar atentos a possíveis abusos mas, em qualquer caso, prefiro este tipo de publicidade, com separadores menos evidentes, do que ser massacrado com um anúncio de detergente no intervalo de um programa sobre vinhos.

Para acabar, uma última questão (de um amador nestas coisas da economia): Esta actividade publicitária (assim como outras modalidades que se avizinham, como o caso das descargas de música) não justifica, do meu ponto de vista, o volume de negócios a que estamos a assistir. Não quero ser pássaro de mau agoiro e falar em novas bolhas a rebentar, mas terá de dar-se um reajustamento deste mercado, que possivelmente pagarão os epígonos de Google.

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Ah! E já agora: adivinham qual vai ser o meu próximo computador?

(actualização do post anterior)

Nas próximas semanas acabarei o trabalho de muitos anos no novo Dicionário de Espanhol Português para a Porto Editora.

Quando o trabalho de revisão das provas estiver acabado, nada me impedirá migrar definitiva e permanente para o meu Ubuntu 7.04.

As características do meu portátil actual não permitem instalar uma máquina virtual para, eventualmente, aceder, com Windows, a alguns dous dicionários que não consegui abrir com o Wine (que, de qualquer maneira corre melhor nesta versão 7.10 do que na anterior Ubuntu 6.10).

Outras duas coisas me mantinham preso ao windows: a sincronização com a minha PDA e o meu iPod.

Quando tiver tempo espero resolver a primeira com algum tutorial. Quanto à segunda (o meu iPod e o iTunes, para descarregar e ouvir podcasts e música), a solução para isso foi magnífica. Chama-se Amarok e recomendo-o vivamente. Penso que também pode correr em Windows, mas também é mais uma razão para migrar para Ubuntu (os entusiastas do som, do vídeo, da imagem ou dos gráficos, talvez para o ubuntu studio).

Nova versão do post Política da Língua, publicado aqui no dia 2 de Maio, agora no Portal Galego da Língua com o título “Erres” e Política da Língua:


Frederico Lourenço escreveu, no jornal Público , em 7-1-2006 , um texto intitulado “O Som de Portugal”, hoje recolhido em Valsas Nobres e Sentimentais , que começava assim (eram tempos de campanha eleitoral para as presidenciais):

“Manuel Alegre, Mário Soares, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã têm outra coisa em comum, além do facto de serem de esquerda. Algo de muito sonoro os distingue de Aníbal Cavaco Silva. Trata-se do som da letra “r” em início de palavra (“revolução”), com grafia dupla no interior de um vocábulo (“terra”) ou em sequências como “honra” e “guelra”. O ponto de articulação do “r” dos candidatos de esquerda é apical: a ponta da língua rola contra o palato duro, um pouco atrás daquilo a que Homero chamou “a barreira dos dentes”. No caso de Cavaco Silva, o “r” é articulado na garganta: é o som gutural de quem anuncia a intenção de escarrar. Entrou na nossa fonética por via do estrangeirismo: primeiro conquistou a classe alta por ser o “r” francês; a pouco e pouco, a classe média foi imitando; por fim, contaminou a classe proletária por ser o “r” das telenovelas brasileiras. Hoje, o “r” de Cavaco Silva é o mais ouvido no nosso país.”


Continuar a ler…

Leio em El Blog de Enrique Dans (La influencia de los medios online en tiempo real) que, “ontem, uma notícia falsa publicada em Engadget fez cair mais de 4%, em seis minutos, a cotização de Apple […]”.
Vale a pena ler o post.

Interessante o livro de Amos Oz: Contra o Fanatismo, distribuído com o jornal Público no mês de Abril (salvo erro).
Apenas uma pequena ressalva relativamente ao primeiro texto (“Da natureza do fanatismo”). A visão do “fanático” que Oz nos dá parece-me a de quem está no lado dos vencedores, a de quem, por exemplo, quer negociar desde o poder (é essa, aliás, a estratégia das autoridades israelitas: avançar cinco passos para depois “negociar” e recuar um).
Sem querer ser injusto para com o autor, imagino, por exemplo, as autoridades nazis da Europa a falar dos “fanáticos” da Resistência, desprovidos, como diz Oz, de “sentido do humor”.

Novamente sem querer ser injusto para com o autor, pergunto-me se não poderíamos pôr na boca de um palestiniano as seguintes palavras do Oz pacifista, disposto a lutar contra a agressão, pela vida e pela liberdade:

“Não sou pacifista no sentido sentimental da palavra. Se me apercebesse outra vez da existência de um perigo real do meu país ser completamente varrido do mapa e a minha gente massacrada, lutaria outra vez, embora já seja um velho. Mas só lutaria se julgasse que era caso de vida ou de morte, ou julgasse que alguém estaria a tentar converter-me –a mim ou a quem está ao meu lado – em escravo.” (p. 43-44)

Eu sei que é fácil escrever isto que eu escrevo. Difícil é estar lá:
“…ganhei o epíteto de «traidor sagaz» aos olhos de muitos dos meus compatriotas. Ao mesmo tempo, nunca consegui «satisfazer» por completo os meus amigos árabes, em parte porque pensam que a minha postura não é suficientemente radical, ou porque não sou um militante pró-palestiniano ou pró-árabe.” (p. 78)

Referências bibliográficas:
Oz, Amos (2007) Contra o Fanatismo. Lisboa, ASA / Público.

Carlos Pazos, professor do Centro de Estudos Galegos, da Universidade do Minho estará hoje na Velha a Branca, estaleiro cultural de Braga, na “Conversa no Tanque” (conversas moderadas pelos jornalistas Nuno Passos e Dalila Monteiro).

Outras informações sobre o 17 de Maio, Dia das Letras Galegas, no Portal Galego da Língua.

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