“É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”

(Folha de São Paulo)

Via O Eixo do Mal (SIC Notícias)

Pipi das Meias Altas

26 Novembro 2010

Não há Pipi das Meias Altas no Google.pt?


http://www.un.org/en/events/endviolenceday/

Resgatamos “os mercados” com dinheiro público e agora esses mesmos “mercados” exigem-nos que nos desendividemos (Felipe González, antigo primeiro-ministro espanhol, numa entrevista em El País.

“fartos e uma casta de políticos que se revezam no poder com o único propósito de explorar as pessoas e pô-las ao serviço de interesses privados.” Santiago Sierra“Nunca daré la mano a cómplices de la barbarie bancaria y militar”

Vota e cala

17 Novembro 2010

Perigosas palavras da ministra espanhola de Cultura, Ángeles González-Sinde, que pediu aos que não são expertos no conflito do Saara Ocidental para não opinar e, assim, “não contribuir para a confusão”.

Esperemos que não seja esse o entendimento que o Governo de Zapatero tem da Democracia: Vota (em mim) e cala.

Google translate

16 Novembro 2010

Portugal as well as Ireland = Portugal y España

fonte:  Google translate

“European officials, increasingly concerned that the Continent’s debt crisis will spread, are warning that any new rescue plans may need to cover Portugal as well as Ireland to contain the problem they tried to resolve six months ago.”

=
“Los funcionarios europeos, cada vez más preocupados de que la crisis de la deuda del continente se propague, advierten que los planes de rescate nuevos pueden necesitar para cubrir Portugal y España para contener el problema que trató de resolver hace seis meses”.

Mas só na tradução para espanhol. Cf.:
“Os funcionários europeus, cada vez mais preocupados que a crise da dívida Continente irá se espalhar, estão alertando que os planos de resgate novo pode precisar para cobrir Portugal, bem como a Irlanda para conter o problema, eles tentaram resolver há seis meses.”

via:  menéame

Para a minha aluna que está a fazer um trabalho sobre o Google translate

Exmo Sr. Deputado,…

14 Novembro 2010

“É triste, muito triste e desencorajador ver em que medida os lobbies da propriedade intelectual têm acesso imediato e direto ao poder político, enquanto os cidadãos, que foram os que deram aos deputados esse lugar, têm que dar largas à imaginação para inventar as vias de acesso aos mesmos e tem que ver como os seus e-mails são qualificados como sendo spam, como lixo. Faz perder a fé na democracia. Nestes dias chegou-se mesmo a falar de remover da web do Congresso do Diputados os endereços de e-mail dos deputados: simplesmente incrível. Devemos considerar até onde é que chega uma democracia quando a sua reação é tentar evitar o contato dos cidadãos com os seus representantes.”

Enrique DansSeñores diputados: los mensajes de los ciudadanos no son spam

“Penso que muitos de nós estamos fartos de estar fartos e uma casta de políticos que se revezam no poder com o único propósito de explorar as pessoas e pô-las ao serviço de interesses privados.”

Santiago Sierra: “Nunca daré la mano a cómplices de la barbarie bancaria y militar”

foto: Wikipedia (© IPPAR )

Resposta (no sofá, um bocado atabalhoadamente) ao comentário da amiga P. França no post anterior copyright : voltar ao bom senso

Cara amiga,
Eu preferiria pagar (um preço razoável) por descarregar um livro de maneira fácil, confortável, rápida, segura e com garantias de qualidade do que andar a procurar, no meio de lixo, virus, versões incompletas, de má qualidade, etc.

Mas o facto é que as editoras não querem disponibilizar livros em formato electrónico (por medo, ganância, etc.). Será que não aprenderam com os erros da indústria musical?

Também não ajuda:
– direitos de autor até 70 anos após a morte do autor e com tendência/tentações para aumentar (cf. Mickey Mouse de Disney);
– não poder mexer nos livros órfaõs (70% dos livros sob direitos de autor são de escritores/herdeiros/editoras desaparecidos, não localizáveis ou desinteressados).

“Em vez de um sistema disfuncional baseado numa série de “muros de Berlim” culturais, quero voltar ao bom senso. Um sistema para criar novas oportunidades para os artistas e os criadores, e novos modelos de negócios que se encaixam melhor na era digital. O copyright não é um fim em si mesmo. Existia para assegurar que os artistas continuassem a criar, mas acabou por dar um papel mais proeminente aos intermediários do que aos artistas.

É também um sistema cada vez menos respeitado que irrita as pessoas. Temos de garantir que os direitos dos criadores não sejam um obstáculo. Sofremos problemas importantes, por exemplo, como a digitalização de livros – a biblioteca digital europeia – ou as obras órfãs com que não podemos lidar. O sistema de direitos de autor irrita os cidadãos, incapazes de aceder ao que os artistas querem oferecer, deixando um vazio que é coberto por conteúdos ilegais, privando os artistas de sua merecida remuneração.

Podemos satisfazer alguns interesses criados e evitar este debate ou enquadrar o debate sobre os direitos de autor em termos moralistas demonizando milhões de cidadãos. ”

Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão Europeia,  responsável pela Agenda Digital Europeia

Visto em:

Nación RedLa comisaria Kroes explota: “los derechos de autor son Muros de Berlín”

El blog de Enrique DansAbajo con los muros de Berlín de la cultura

imagem: Wikipedia

– Estamos a viver num totalitarismo do mercado?”

Exatamente, não queria ser tão duro, mas é. Ao invés de sermos nós a ditar as regras para o mercado funcionar, é o mercado que nos impõe as normas para sobreviver (que, aliás, é a ausência de normas). E isso é o pior, porque o mercado sem regras pede-nos hoje o contrário  do que nos vai pedir amanhã. Ou do que nos pediu ontem, que foi resgatar a mão invisível do mercado do próprio desastre que tinha gerado. Ou seja, fazer intervencionismo flagrante a expensas do contribuinte ou de quem  poupa, para resgatar o mercado.

Ponha-se na pele de Obama:  primeiro devo colocar 700.000 milhões, depois de 880.000, total, dois bilhões de dólares só para sair do desastre causado pelo sistema financeiro sem regras. Muito bem.  Uma vez colocado esse dinheiro, puro dinheiro público, puro endividamento a que chegámos, e você já foi resgatado, agora exige-me  reduzir drasticamente o défice e a dívida a que cheguei para o resgatar. O mercado pede-me para me endividar e, em seguida, exige que me desendivide ou serei penalizado.

Isto é o incompreensível da situação que estamos a viver. Se se tivesse o poder e determinação para regular o funcionamento do sistema financeiro, não voltaria a acontecer o que aconteceu e devolveriam o dinheiro público que lhes foi entregue.

Felipe González (antigo primeiro-ministro espanhol), numa entrevista em El País.

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