Open Library

19 Julho 2007

Open Library é um projecto de biblioteca digital que junta iniciativas como o Projecto Gutenberg, Million Book Project, Wikipedia e Google Books num único buscador:

via Kernel Source: Open Library, todos los libros accesibles para todo el mundo

Referia no fim da entrada anterior que o próximo romance de Alberto Váquez Figueroa, Por mil millones de dólares, aparecerá em meados do mês Julho simultaneamente nas livrarias e na Internet (no endereço: http://www.por1000millones.com.)

Leio em El futro del libro que Alberto Váquez Figueroa vai oferecer todas as suas obras simultaneamente em edição de luxo, de bolso e grátis (na rede e nos jornais).

Nesse mesmo blog pode ler-se uma “carta do autor aos meios” de Alberto Vázquez-Figueroa: “Mis novelas gratis

… a coisa vai mudando:

Este mês em ELPAIS.com:

– «Warner Music, tras demandar a una red social en la que se comparten contenidos multimedia, ha dado marcha atrás y ha decidido llegar a un acuerdo con la web. Desde ahora, compartirán los ingresos publicitarios a cambio de poder disponer de todo el catálogo de la discográfica. Quizá a Europa (y a España) estas soluciones tarden en llegar, pero al otro lado del charco ya han tomado una determinación: colaborar para seguir ganando

ELPAIS.com: Dos formas (o tres) de gestionar las descargas en Internet

– «Last.fm y Sony han llegado a un acuerdo para poner a disposición de los 20 millones de usuarios de la radio ‘online’ el catálogo de la discográfica. Así, los fans de Foo Fighters, Kings of Leon o Natasha Bedingfield podrán disfrutar en breve de todas las canciones de sus grupos favoritos a través de Last.fm…»

ELPAIS.com: Sony se une a Warner y EMI y ofrecerá su catálogo a través de Last.fm

– «”Los editores no tienen derecho a quejarse de que se lee poco mientras mantienen el control sobre el precio de lo que en ese momento interesa, ni las autoridades deberían promover absurdas campañas publicitarias que no conducen más que a gastar dinero”, sino “presionar” para que los libros estén al alcance de todos, dijo el escritor.

Vázquez-Figueroa, que recordó que ha cumplido cincuenta años de escritor, en los que ha vendido “casi veinticinco millones de libros”, dijo sentir “curiosidad” por saber si las editoriales “continuarán con su absurda política inmovilista o comprenderán que es hora de renovar” sus hábitos. El escritor acusó además al Gobierno de “proteger al que se beneficia económicamente de la cultura” y de no tener en cuenta los intereses de los lectores. »

ELPAIS.com: Vázquez-Figueroa cuelga gratis en la Red su última novela

52%How Addicted to Blogging Are You?

Via: ElPAIS.com: Eres un adicto a los ‘blogs’ pero, ¿cuánto?

A Associação Portuguesa de Escritores atribuiu o Prémio Vida Literária APE/CGD ao Professor Vítor Aguiar e Silva, docente nas Universidades de Coimbra e do Minho.

A APE decidiu distinguir o professor universitário «pelo seu percurso raro e invulgar tanto como docente em Braga e Coimbra», como pela sua obra editada, de que destaca «Teoria da literatura» e «Camões: Labrintos e fascínios» (fonte: Diário Digital).

Em 2002, a Universidade de Évora atribuiu-lhe o “Prémio Vergílio Ferreira” e em 2004, a sua obra Camões: Labirintos e Fascínios foi premiada pela Associação Portuguesa de Escritores na categoria de Ensaio e pela Associação Portuguesa de Críticos Literários.

Como já tive ocasião de dizer noutra altura (“Dicionários codificadores “ e “Aulas magistrais” ou “ensino centrado no aluno”?), as aulas do Professor Aguiar e Silva eram especiais. E não apenas pelos seus conteúdos, mas também pela sua capacidade de prender a atenção dos que estávamos na sala.

Parabéns, Professor!

«Internet é uma liga de cérebro e de informação. Não tem nada a ver com a revolução industrial primeira, a das máquinas, o caminho-de-ferro ou as máquinas de tecer. É outra coisa. E a nossa escola não está a perceber que é por aí que passam novas destrezas, novos modos de saber. E por aí passa um novo mapa laboral, um novo mapa profissional, que nem as nossas universidades públicas estão a ser capazes de parir. Porque ainda continuam presas ao que chamam “mercado laboral”. Mas o mercado laboral dá mas é uma imagem do que este país é. Mas do que poderia ser […] o mercado não nos dá nenhuma imagem.»

Jesús Martin-Barbero: Diversidad en Convergencia, conferência no Seminário Internacional sobre Diversidade

Texto: Diversidad en Convergencia
Audio da conferência

Amarok

12 Julho 2007

Há algumas semanas que estou a usar exclusivamente o Ubuntu (Windows no emprego, claro).
Uma das vantagens: o leitor de música Amarok.

Amarok é um leitor de música (como o iTunes, por exemplo) para Linux. Sem entrar em tecnicismos, com o Amarok posso:
1.Transferir automaticamente capas dos discos (da Amazon)
2.Transferir as letras das músicas
3.Ver informação da Wikipédia sobre o autor no próprio Amarok
4.Criar vários tipos de listas de reprodução
5.Gerir os meus podcast
6.Ligar um leitor de MP3 (incluído o iPod)
7.Usar o português como língua de interface
8.Aceder a last.fm
9. etc., etc.

O suporte para last.fm permite partilhar gostos musicais com outras pessoas na net. Estou ainda a começar a perceber como funciona. Um bom exemplo de Web 2.0?

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A partir de 2 de Julho poderá contribuir para a defesa da população de Darfur – que hoje maiores ataques está a sofrer aos seus direitos humanos – ao comprar o álbum “Make Some Noise, Save Darfur”.

O álbum é constituído por 2 CD’s de 28 canções regravadas (segundo as faixas de músicas) por: U2, R.E.M., Christina Aguilera, Aerosmith, Sierra Leone’s Refugee All Stars, Lenny Kravitz, The Cure, Corinne Bailey Rae, Jakob Dylan, Dhani Harrison, Jackson Browne, The Raveonettes, Avril Lavigne, Big & Rich, Eskimo Joe, Youssou N’Dour, Green Day, Black Eyed Peas, Jack Johnson, Ben Harper, Snow Patrol, Matisyahu, The Postal Service, Jaguares, The Flaming Lips, Jack’s Mannequin, Mick Fleetwood, Duran Duran, A-ha, Tokio Hotel, Regina Spektor.

Poderá ouvir 10 canções extra de John Lennon revisitadas por Gavin Rossdale, The Deftones, Ben Jelen, Meshell Ndegeocello, Rocky Dawuni, OAR, Widespread Panic, Emmanuel Jal, Fab Faux e Yellowcard.

O álbum será distribuído pela Warner Bros. Records (também no iTunes).

Para mais informações consultar o da AI Portugal

Actualização:
Clique na imagem do reprodutor e poderá ouvir uma amostra das canções:



“O forte tem razão, o fraco está enganado” (Jean Ziegler)

Jean Ziegler, relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, foi entrevistado por Carlos Vaz Marques no programa Pessoal e Transmissível de 11 de Junho de 2007 da tsf.

Jean Ziegler acaba de publicar, na Asa, o livro O Império da Vergonha:

”Assistimos hoje a um formidável movimento de refeudalização do mundo. Na verdade, o 11 de Setembro de 2001 foi mais do que uma boa oportunidade para George W. Bush alargar o domínio mundial dos Estados Unidos: serviu mesmo para os grandes empórios transcontinentais partilharem entre si os povos do hemisfério sul.
Para conseguirem impor este regime inédito de submissão dos povos aos interesses das grandes companhias privadas, há duas armas de destruição maciça que os senhores do império da vergonha sabem esgrimir de forma admirável: a dívida e a fome. Pelo endividamento, os Estados abdicam da sua soberania; pela fome que daí resulta, os povos agonizam e renunciam à liberdade.
Mas quem são estes cosmocratas? – como lhes chama Jean Ziegler. São senhores que, pouco a pouco, tudo privatizam, inclusive a própria água que depois os povos terão de lhes pagar. Este livro segue a pista dos seus métodos mais dissimulados: aqui regista-se a patente da vida, ali quebram-se as resistências sindicais, além impõe-se pela força a cultura dos OGM (organismos geneticamente modificados).
Sim, o império da vergonha instalou-se sub-repticiamente no planeta. Mas foi precisamente a vergonha que serviu de suporte ao impulso revolucionário de 1789. E a nova revolução está em marcha: insurreições das consciências aqui, insurreições da fome acolá. Só ela pode conduzir à refundação do direito à felicidade, uma velha questão do século XVIII.”

Fonte: Jean Ziegler (2007) O Império da Vergonha. Lisboa, Asa.

Economia de idéias
O direito autoral sobreviverá à bomba Napster? Não, mas a criatividade sim.
Por John Perry Barlow
(co-fundador da Electronic Frontier Foundation)
“…
Relacionamento, junto com serviço, é o centro daquilo que suporta todo tipo de “trabalhador moderno do conhecimento”. Os médicos são economicamente protegidos por um relacionamento com seus pacientes, os arquitetos, com seus clientes, executivos, com seus acionistas. Em geral, se substituirmos “propriedade” por “relacionamento” entenderemos por que uma economia de informação digitalizada pode funcionar muito bem na ausência de uma lei de propriedade. O ciberespaço é propriedade imaterial. Relacionamento são sua geologia.
Conveniência é outro fator importante. O motivo pelo qual o vídeo não matou o cinema é que era mais conveniente alugar um vídeo do que copiá-lo. Software é fácil de ser copiado, naturalmente, mas a pirataria de software não empobreceu Bill Gates. Por quê? No longo prazo é mais conveniente entrar num relacionamento com a Microsoft se você pretende usar seus produtos permanentemente. É muito mais fácil ter acesso ao suporte técnico se você dispõe do número de série ao ligar. Aquele número não é uma coisa. É um contrato, o símbolo de um relacionamento.
A interatividade também é fundamental para o futuro da criação. Desempenho é uma forma de interação. O motivo pelo qual os fãs dos Deads iam a concertos, em vez de simplesmente ouvir fitas grátis, é que eles queriam interagir com a banda no espaço físico. Quanto mais pessoas sabiam como era o som do concerto, mais queriam estar lá. Sou razoavelmente bem pago para escrever, embora coloque a maior parte da minha produção na internet antes que ela possa ser publicada. Mas sou muito mais bem pago para falar e ainda mais para dar consultoria, uma vez que meu valor efetivo reside em algo que não pode ser roubado: meu ponto de vista. Um ponto de vista exclusivo e apaixonado é mais valioso numa conversa do que a transmissão unilateral de palavras. E quanto mais minhas palavras são replicadas na internet, mais posso cobrar por interação simétrica.
…”
fonte: Economia de Idéias
(original na Revista INFO EXAME, 179, de Fevereiro de 2001 )

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