“Free Access To All Human Knowledge”

Um apelo em vídeo (legendado em português) do fundador da Wikipedia, Jimmy Wales

Fonte: Visão, via Arrastão e, neste, via 0 de Conduta (Nove razões para uma greve).

Descargas da Internet

30 Novembro 2007


Leio em ELPAIS.com:
As grandes cadeias de televisão tornam rentáveis as descargas de séries na Internet A publicidade nas webs da ABC, CBS, NBC e Fox gerou 81 milhões de euros, segundo FT.
As descargas de programas de televisão da Internet geraram receitas de perto de 120 milhões de dólares (81,2 milhões de euros) aos quatro principais meios de comunicação estado-unidenses neste ano, segundo publica Financial Times.

Os peritos prevêem que a publicidade nestes sítios web continue a crescer de maneira exponencial uma vez que os reclamos interactivos têm melhores ratios de conversão do que os reclamos de televisão. [A consultora] Accustream afirma que um reclamo tem uma resposta de 85% face às ratios de apenas um dígito que costuma atingir um reclamo na televisão.”

Fonte: Las grandes cadenas de televisión hacen rentable las descargas de series en Internet

Será que as grandes discográficas (e não só) não sabem mesmo que o seu modelo de negócio se tornou obsoleto?
Mesmo sabendo que outros modelos baseados em descargas da Internet podem ser viáveis, não haverá interesse em manter este clima de incerteza sobre a partilha de coisas na rede?
Ganham tempo para ir preparando novos modelos de negócio e, ao mesmo tempo, espremem até à última gota o modelo em agonia (como no negócio do petróleo) e evitam que se consolidem outros modelos de difusão e partilha da conteúdos culturais em que a margem de negócio poderia reduzir-se drasticamente (para estas companhias, não para os autores).
Estaremos perante um caso de FUD (“Fear, Uncertainty and Doubt”), como estratégia de marketing?
Por outro lado, há qualquer coisa aqui que lembra a estratégia de Microsoft, que ao “permitir” piratear os seus sistemas operativos, acabou a meio prazo por praticamente ganhar a exclusividade do negócio (isto é, por tornar-se um monopólio).
Fonte da imagem: El blog de Enqrique Dans > Microsoft da diez razones por las que las empresas no deben usar Google Apps

Wikipedia: "Access Denied"

29 Novembro 2007

Começam a proibir a Wikipédia em universidades e em escolas de ensino médio dos EUA.
No passado dia 21 de Novembro, o sítio de notícias The Seattle Times difundiu que, pelo menos em duas escolas secundárias e numa universidade, tinha sido proibido o acesso à enciclopédia electrónica Wikipedia. Os alunos o os professores que tentavam entrar no sítio deparavam-se com a mensagem “Just Say ‘No’ to Wikipedia” (Diz Não à Wikipédia) inspirada no slogan que popularizou Nancy Reagan para os jovens rejeitarem o uso de drogas.”

Carlos Martínez, La Wikipedia empieza a ser prohibida en universidades y centros de enseñanzas medias de EEUU, em Rebelión
Via: fírgoa
(tradução minha)

O Arrastão

29 Novembro 2007


O Arrastão, de Daniel Oliveira, muda-se para arrastão.org

Anunciam para o sábado, dia 1 de Dezembro, um dossiê sobre a Galiza no caderno «Actual» do Expresso, da responsabilidade de Fernando Venâncio.
Engraçado é a data: 1 de Dezembro.


Pedem-me para divulgar a estreia, no dia 9 de Dezembro, em Buenos Aires, no Teatro Bambalinas, Chacabuco, 947.

O conceito colocação é utilizado em linguística com dois sentidos diferentes:
a) combinação frequente, preferencial ou usual de palavras (nomeadamente substantivo + adjectivo e verbo + substantivo); ou
b) combinação aparentemente livre de palavras, gerada a partir das regras da língua, mas onde actua qualquer tipo de restrição lexical determinada pela norma.
Na primeira acepção, o termo foi usado pela primeira vez por J. R. Firth em 1957 e é usado frequentemente na lexicologia inglesa de Halliday. Designa combinações frequentes de unidades lexicais fixadas na norma ou uma combinação de palavras que se distingue pela sua alta frequência de uso, como desejar ardentemente, etc., o que motiva que este tipo de construções seja catalogado como sendo unidades semi-idiomáticas.
Na segunda acepção, uma colocação (ou semi-frasema) AB (ódio mortal, amor cego, por exemplo) é uma combinação de duas ou mais palavras A (ódio, amor) e B (mortal, cego), cujo significado inclui o significado da palavra A (‘ódio‘, ‘amor‘) mais um significado ‘C’. O novo significado da combinação é ‘A + C’ (e não ‘A + B’), de tal maneira que a palavra B (mortal, cego) exprime ‘C’ (‘intenso’) e não ‘B’ (‘que causa ou pode causar a morte’). Este termo B não é seleccionado livremente: *ódio cego, *amor mortal, *amor letal, *felicidade mortal.

Referências bibliográficas
ALONSO RAMOS, M. (1993) Las Funciones Léxicas en el modelo lexicográfico de I. Mel’čuk (tese de doutoramento). Madrid: UNED.
EVERAERT, M; E.J.VAN DER LINDEN; A. SCHEAK; R. SCHZENDER (eds.)(1995): Idioms: Structural and Psychological Perspectives. Hillsdale-New Jersey Hove-U.K.: Lawrence Erlbaum Associates;
ISBN 0-8058-1505-8.
MEL’ČUK, I. A.(1995): “Phrasemes in Language and Phraseology in Linguistics”, em EVERAERT (et al.) (eds.) (1995), 167-232.
MEL’ČUK, I. A.; A. CLAS; A. POLGUÈRE (1995): Introduction à la Lexicologie Explicative et Combinatoire. Louvain-la-Neuve: Duculot;
ISBN 2-8011-1106-6.
Categorias: Lexicologia Lexicografia

Wikipédia: Colocação

Leio no Jornal de Negócios de hoje (nº 1135):

“$99 Petróleo perto dos 100 dólares. Portugueses gastam mais €48 em gasolina este ano. Há um ano, um depósito de gasolina levava um bragantino a Faro. Hoje deixa-o apeado em Beja.”

Será que, para além de subir o preço, baixou a qualidade da gasolina? Se um depósito agora não dá para ir de Braga a Faro…

«O poder do Rei
Após [a tentativa de golpe de estado de 23-F de 1981], Juan Carlos I converteu-se num rei taumaturgo e ao abrigo de qualquer crítica. Os últimos actos fizeram com que a auréola mítica se desvanecesse, talvez porque já deu tudo o que tinha a dar.

Em qualquer caso, o último “acto do Rei” terá ao menos uma virtude. Perante a provocação de um chefe de Estado que, muito provavelmente, pretendia minar os fundamentos desta espécie de Commonwealth de países ibero-americanos reunidos una vez por ano, Juan Carlos I comporta-se, em todos os possíveis sentidos da expressão, como um Bourbon, digno herdeiro do seu avô. Nesta recuperação da tradição esfuma-se ou desvela-se a auréola mítica que escondia a mais valiosa reserva do seu poder: a de actuar, e viver, para além da crítica. A partir de agora, terá que, como o seu avô, aceitar as coisas como são, o que, vendo o que acontece com a Coroa britânica, também não é para ficar desesperado, embora aqui falemos outra língua, o espanhol, em que se começa por tutear mas nunca se sabe onde é que se acaba.»

Santos Juliá, El País (17/11/2007)

fonte: El.pais.com > El poder del Rey
(tradução minha)
(via menéame )

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