Acabo de receber, via e-mail, a grata notícia de que, no próximo mês de Julho sairá à luz uma nova versão, em formato digital, do excelente dicionário Caldas Aulete [AULETE, F. J. Caldas (1987): Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete. Rio de Janeiro: Editora Delta; 5a edição brasileira, revista, actualizada e aumentada por Hamílcar de Garcia e Antenor Nascentes].

Como já disse noutro lugar, este dicionário continua a ser um dos melhores dicionários portugueses no que se refere à combinatória lexical, fraseologia, exemplos e abonações .

Darei notícias sobre esta nova edição.

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Oiço, através do serviço de podcast (nos programas de 26 e de 27 de Junho de 2007) de Aviso para Navegantes, de Canal Sur Radio, uma entrevista com Manuel Castells, co-director (juntamente com Imma Tubella, reitora da UOC) de um estudo encomendado pela Generalitat de Calalunya sobre os usuários de Internet: “Internet Catalunya (PIC)

Segundo Castells, as conclusões são comuns a todos os estudos realizados sobre Internet feitos em todos os países: Os usuários de Internet são mais activos, têm mais amigos, estão mais envolvidos na vida política e têm menos depressões, sentem-se menos isolados, …:

Recolho as palavras de Manuel Castells no início da entrevista:

Os usuários de Internet são pessoas que têm mais amigos, mais relações (na vida em geral e não apenas em Internet), que têm relações familiares, que têm mais actividade política, mais interesses sociais, lêem mais livros, lêem mais jornais (mas via Internet), quer dizer, são pessoas muito mais autónomas, muito mais activas e muito mais abertas ao mundo, à sociedade, aos seus amigos e aos seus interesses.”

Por que, se os resultados são sempre neste sentido, continua a alertar-se para os perigos da Internet (diminuir a sociabilidade porque fomenta o isolamento) e a alimentar-se estas lugares comuns? (é uma pergunta retórica).

Há referências a este estudo por toda a rede.

Expertos em qualidade

17 Junho 2007

“… Os expertos em qualidade, como deve ser, estão a ocupar o espaço central do cenário universitário que injustamente ocupavam os decadentes professores, e conduzem-nos alegre, enérgica e empreendedoramente para a nova terra prometida da empresa y do mercado.”

Fonte: fírgoa: Praga de expertos en calidade” (onde pode ler o post completo)

Amadores

17 Junho 2007

Neste post do mês de Fevereiro fazia referência a um outro lido em Escolar.net: Los columnistas modestos, brillantes y educados sobre como de vez em quando algum “autor profissional” se queixa de que o povo petulante não deveria escrever.
Nova “entrega” para esta novela agora no blog Retiario, por Pepe Cervera. Traduzo parte do primeiro e do último parágrafo:

“…segundo estes defensores do elitismo profissional, [que] os amadores não têm nada que contribuir para cultura. O culto seria, assim, uma exaustiva corrida para a excelência e o requinte em que apenas a dedicação exclusiva (e remunerada) poderia garantir um mínimo nível de qualidade exigível. Os ‘amateurs’ são uma praga, uma maldição, os porta-bandeiras do iminente fim da cultura, a causa de una massiva intoxicação de péssimos trabalhos. A estrita separação entre criadores e consumidores de cultura deveria ser conservada a todo o custo, pelo bem de todos.

Se os nossos jornais, obras literárias, filmes televisivos, fotografias e enciclopédias correspondessem ao gosto e às necessidades dos internautas; se Internet fosse inundada de conteúdos acessíveis de grande qualidade produzidos por empresas especializadas e pelos seus profissionais do quadro, não haveria espaço para os amadores. Ninguém se ia incomodar em compilar blogs se os periódicos fossem como deveriam ser; …”

Fonte: El fracaso de los profesionales, em Retiario, por Pepe Cervera.

Artigo de Juan Carlos Alonso de Mena em consumer.es EROSKI: El mundo mágico de la tecnología:

“O autor fala da necessidade de os jovens conhecerem “as tripas” das novas tecnologias, porque, de contrário, a tecnologia converter-se-á para eles em qualquer coisa de mágico e cederão o seu controlo “aos bruxos”, que os poderão manipular facilmente no campo económico ou social.

Consequências do desajuste entre o uso e a compreensão das tecnologias são:
* O logro e a fraude, primos direitos da magia.
* A desprotecção que favorece a criação de mercados escravos com possibilidades de eleição limitadas (como no caso dos sistemas operativos e pacotes ofimáticos, ou dos fornecedores de acesso a Internet).
* A incapacidade para avaliar as implicações políticas e sociais das decisões que afectam as tecnologias emergentes permite aos grupos de pressão conseguirem favores dificilmente conciliáveis com o interesse geral (como no caso das patentes o das sociedades de gestão de direitos de propriedade intelectual).
* São impostas necessidades e ciclos de vida artificiais num mercado que necessita uma perpétua renovação para manter os sus benefícios (como no caso do hardware informático ou audiovisual).
* Dificulta-se a investigação e a inovação, trava-se a competitividade e perpetua-se uma tradição de economia de serviços, mais dependente dos que criam riqueza industrial consolidada.”

Fonte: Juan Carlos Alonso de Mena, consumer.es EROSKI: El mundo mágico de la tecnología (2007/06/14)

Gilberto Gil

12 Junho 2007

Excelente a Página oficial de Gilberto Gil!

Podemos encontrar coisas como:
vida
foto
disco
vídeo
dvd
livro
texto
notícia
agenda
rádio Expresso2222
– etc.
Fotografia: Wikipedia: Gilberto Gil
E, o que é mais importante: podemos ouvir, livremente, as músicas de todos os seus discos (Acho. Ainda não tive tempo de ouvir tudo, e a discografia de Gilberto Gil não é brincadeira).

eMusic

9 Junho 2007

Registei-me em eMusic, na modalidade mais barata: 12.99 Euros ao mês por 30 downloads (segundo a revista consumer.es, 15 músicas podem custar por volta de 2 euros).

As músicas ficam mais baratas do que no iTunes e, ao contrário deste, podem ser reproduzidas ou copiadas sem limites e em qualquer reprodutor.

Para já, vejo dois “senão”:

1 Ao instalar o eMusic Dowload Manager para poder ver o correspondente catálogo, num dos primeiros passos pedem o número do cartão de crédito (sem antes saber se aquilo vai interessar ou não!)

2 O catálogo parece-me muito reduzido, e ainda mais no que se refere ao tipo de música que eu consumo (já sabem: aquilo que “eles” costumam etiquetar com “World”, “Latin”, etc.)

Isto, claro, para não falar do eMule

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