Ensino público

28 Março 2008

Agora percebi o porquê do tratamento desmesurado que os meios de comunicação estão a dar ao caso do telemóvel na sala de aula numa escola secundário do Porto.

Apenas uma amostra:

Casos semelhantes seriam «impensáveis» em colégios privados.
Uma situação de indisciplina como a que ocorreu na secundária Carolina Michaelis, no Porto, seria «impensável» num colégio privado, defendeu hoje o presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, João Alvarenga”

Sol: Casos semelhantes seriam «impensáveis» em colégios privados

glicínia

25 Março 2008

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glicínia_5, upload feito originalmente por Alvaro_I.

De Ção

“Não estava com muita predisposição na sexta-feira passada para submeter-me a uma sessão de adoutrinamento religioso, especialmente porque tinha ficado cansado de procurar com uma mão uma emissora que não me falasse de devoções e procissões enquanto tentava fixar com a outra o ponto preciso de cozedura dos “calamares en su tinta”.
Estava nisso quando dei com um sermão do bispo emérito de Pamplona, a quem chamaram “das sete palavras” com óbvia falsidad, como demonstrou a sua duração.
O bispo, que parecia bastante chateado (em alguma coisa tínhamos que coincidir), dedicou o grosso do seu comício a pôr Jesuscristo como exemplo de bem morrer. “Sem cuidados paliativos”, disse várias vezes, não vá alguém despistar-se e não lhe apanhar a intenção.
Eu sei que a minha vocação cartesiana casa mal com a metafísica teologal, mas, uma vez que o bispo emérito parecia apelar ao meu raciocínio, pus-me logo a raciocinar. E perguntei-me bastantes coisas (sem perder de vista os calamares, claro). Por exemplo: Como é que este bispo sabe que Jesuscristo, se é que existiu mesmo e morreu como a sua Igreja pretende, sofreu muito? Não está a ver que era Deus, e que isso condiciona tudo? Podia modular à vontade o grau do seu sofrimento. Além disso: É lícito julgar o seu comportamiento como se fosse um homem qualquer e não uma entidade que sabia que podia morrer e ressuscitar todas as vezes que lhe desse na gana? Para além de que, sendo Deus e não podendo escolher não morrer, em que medida a sua decisão de sujeitar-se à crucificação não teve aquele seu de suicídio, por mais que soubesse que não podia morrer, porque era (é) eterno? E, já para concluir (embora pudesse seguir até ao infinito com esta colecção de contra-sensos conceptuais), Que classe de cuidados paliativos necessita quem apenas sofre o que Ele mesmo escolheu sofrer?
Fazem batota. Quem decidiu acreditar no sobrenatural deve sujeitar-se ao específico do universo mental que escolheu: não pode pretender que Deus fuja às nossas leis físicas e, ao mesmo tempo, antropomorfizá-lo quando lhe dá na real gana.
Resumindo: se Deus existisse, não seria todo-poderoso. Pelo menos faltar-lhe-ia uma coisa: seria incapaz de não ser Deus.”

De Javier Ortiz, no Público (24 de Março de 2008) > El dedo en la llaga> La impotencia de Dios
(tradução minha)

No sábado dia 15 de Março tive a oportunidade de desfrutar de uma visita guiada a alguns dos mais emblemáticos espaços do património histórico da Universidade de Santiago de Compostela:
• Praça de Fonseca;
• Colégio de Fonseca (Fachada, Claustro e Biblioteca América) [já agora, com uma muito interessante (e pelos vistos muito bem sucedida de público) exposição sobre as mobilizações dos estudantes universitários de Compostela em 1968: “Do «Gaudeamus igitur» ao «Venceremos nós». As mobilizacións estudantis do 68 em Compostela”];
• Colégio de S. Jerome (Fachada);
• Igreja da Universidade (Fachada) [aqui também uma interessante exposição: “Dos ábacos aos computadores”];
• Faculdade de Geografía e História (Paraninfo, Sala de leitura e Terraço).

As visitas são acompanhadas por investigadores de Terceiro Ciclo dos departamentos de Historia da Arte e de Geografia.

Quero destacar o excelente trabalho da guia, Elena, que me acompanhou. Interessante, didáctico e muito longe do discurso “enlatado” a que, infelizmente, nos têm habituados este tipo de guias.

Obrigado, Elena e Elias.

Foto: Wikipédia (entrada principal do Colégio de S. Jerome, sede da Reitoria).

ACTUALIZAÇÃO

Corrigem-me, da Universidade de Santiago de Compostela, algumas coisas:
“…os guias som licenciados da USDC, nom necessariamente de História da Arte e que nom estám ligados a esse Departamento, mas à empresa da USC Unixest, a quem a Vice-reitoria da Cultura encomenda a gestom e as pautas e directrizes da visita …”

Os males do País

8 Março 2008

Assessores e consultores que recebem milhares de euros por “assessorar”; cargos “não executivos” que recebem “apenas pela presença”; indemnizações de centenas de milhares de euros; anos de antiguidade a dobrar; casas, colégios, carros e motoristas pagos; seguros de vida; chorudas pensões que acumulam com vencimentos ou outras pensões; ordenados que se medem em centenas de milhares de euros/mês; “lobbies» de empresários, «jet set», “fazedores de opinião” de barriga cheia; …

Fonte: Apresentação em PowerPoint que corre pela rede…

Eu sei, muita demagogia. Mas, também, deitar a culpa de todos os males do País sempre aos mesmos (aos de 500, 1000 euros por mês) …, no mínimo, já cansa. Não?

Marful

7 Março 2008


Marful é uma banda galega composta por Ugía Pedreira, Marcos Teira, Pedro Pascual e Pablo Pascual.

A música de Marful é inspirada na música dos salões de baile anos 30-40, nas bandas de jazz e na música folk.

Publicaram o primeiro disco em 2006.

Obrigado, Chus.

Fonte: Wikipédia

Foto: http://www.marful.info/

Actualização:

Podes ouvir duas amostras (Leverelem e Je suis comme je suis) em http://www.produccionesefimeras.com/

VAZA, A. C. F. Rocha da e AMOR, E. M. Marçal (2006) Dicionário Verbo: Língua Portuguesa. Lisboa: Editorial Verbo.
Só agora é que tive tempo de analisar com alguma calma o Dicionário Verbo: Língua Portuguesa.
Trata-se de um bom dicionário. Acima da média no que se refere ao número de acepções (e à sua arrumação), ao tratamento da informação gramatical e, especialmente, aos exemplos. Excelente mesmo, neste especto.
O ponto mais fraco talvez seja o tratamento da informação relativa a áreas de conhecimento, usos tecnolectais ou dialectais, etc. Sinto em falta etiquetas como: BRASIL, BIOLOGIA, BÍBLIA, CULINÁRIA, ESCOLAR, …
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