Já comentei em mais de uma ocasião (aqui também: Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete) a necessidade de actualização (também gráfica) de um dos melhores dicionários de português, o Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete [a minha versão em papel é de 1987: Rio de Janeiro, Editora Delta, 5ª edição brasileira, revista, actualizada e aumentada por Hamílcar de Garcia e Antenor Nascentes].
Já me referi aqui também à nova edição electrónica deste dicionário (Dicionário “Aulete Digital” ) de que, entretanto, saiu a versão 2.

A grande limitação deste Aulete Digital é o facto de termos de instalar um software que limita a consulta não apenas a um tipo de computador (apenas com sistema operativo Windows) mas também ao nosso computador físico (aquele em que está instalado o referido software), deixando assim de ser um verdadeiro dicionário on-line, consultável a partir de qualquer lugar com ligação à Internet e de qualquer máquina, independentemente do sistema operativo.

Contudo, vale a pena instalar (quem trabalhar com o Windows).
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Iriarte Sanromán, A. (coord.), A. Leal de Barros, A. Bárbolo Alves, I. das D. Guedes Vilar Mota, S. Real Peña e A. Iriarte Sanromán (2008) Dicionário de Espanhol­­­-Portu­­guês. Porto: Porto Editora; ISBN: 978-972-0-01371-2; 1376 páginas.

Algumas características do novo Dicionário de Espanhol-Português da Porto Editora (2008):

– Transcrição fonética


Tendo em conta que o destinatário desta obra é o público em geral, recolhemos, entre parênteses rectos, usando o chamado Alfabeto Fonético Internacional, a transcrição fonética do lema (ou entrada) espanhol, registando apenas os sons mais usuais e mais úteis para o público português.

A transcrição fonética regista, sem grandes pruridos normativizadores, o chamado, ou convencionado, espanhol padrão peninsular. Isto não significa que a transcrição recolhida seja a única aceite ou correcta. Em alguns casos, optamos por transcrever mais do que uma pronúncia:

hierro [‘yero, ‘jero] s.m. 1 Ferro [metal];

DNI [‘de’ene’i, ‘dene’i] s.m. BI (Bilhete de Identidade) …

instituto [i(n)sti’tuto] s.m. 1 Escola secundária…



Na “Introdução” é apresentada uma tabela com os símbolos usados, um exemplo ilustrativo do som em causa e uma explicação da pronúncia recorrendo a um eventual som português ou de outra língua, uma vez que consideramos ser pouco útil limitarmo-nos a informar o utilizador comum de que, por exemplo, o z de zapato é um som interdental (e muito menos colocar apenas o símbolo do Alfabeto Fonético Internacional):




– Definições, explicações, contextos de aplicação, restrições de uso, etc.

copa […] s.f. 1 Copos.m. [com pé]; El cóctel margarita se suele servir con sal en el borde de la copa: O cocktail margarita costuma servir-se com sal na beira do copo; cf. vaso, copo. 2 Taça [copo largo com pé para champanhe]; Todos levantaron sus copas para brindar por los novios: Todos levantaram as suas taças para fazer um brinde aos noivos; cf. taza. 3 Taça [copo com pé]; Para beber quiero una copa de vino tinto: Para beber quero uma taça de vinho tinto. 4 Cálice s.m., cálixs.m. (copo pequeno); Dame una copa de licor: Dá-me um cálice de licor; vd. copita; cf. cáliz. 5 Copos.m. (bebida, conteúdo de um copo, sobretudo se alcoólico); ¡Vamos a tomar una copa en el bar del hotel!: Vamos tomar um copo no bar do hotel! 6 Taça (bebida, conteúdo de uma taça); Como nunca bebía, tomó una copa de champán y ya se puso contento: Como nunca bebia, tomou uma taça de champanhe e ficou logo alegre; cf. taza. 7 Copa (ramagem superior de uma árvore). 8 Copa (parte superior do chapéu); Los caballeros deben saludar levantando el sombrero por la copa, y no por el ala: Os cavalheiros devem cumprimentar levantando o chapéu pela copa, e não pela aba. 9 Copa [parte do sutiã]; Los sujetadores de media copa son más apropiados para vestidos muy escotados: Os sutiãs de meia copa são mais adequados para os vestidos muito decotados. 10 desporto Taça, copa (brasil) (prémio de competição desportiva); El equipo favorito se adjudicó la copa sin demasiados esfuerzos: A equipa favorita conquistou a taça sem grandes esforços. 11 Taça (competição desportiva)…

vaso […] s.m. 1 Copo (vaso para beber) [sem asa nem pé]; Los vasos de vino son más pequeños que los de agua: Os copos de vinho são mais pequenos que os de água; cf. copa, copo. 2

taller […] s.m. 1 Oficinas.f. (local onde se fazem reparações) [especialmente de automóveis]; Llevó el coche al taller para cambiarle el aceite: Levou o carro à oficina para mudar o óleo; cf. cubiertos, oficina

cerrar […] v.tr. e prnl. I v.tr. 1 Fechar …II cerrarse v.prnl. 4 Fechar-se, cerrar-se, encobrir-se [o céu, a atmosfera, etc.]; …

abeja […] s.f. 1 Abelha [insecto];…



– Informação gramatical

nariz […] s.f. 1 Narizs.m. (parte saliente do rosto onde reside o sentido do olfacto) [de uma pessoa]; No metas el dedo en la nariz: Não metas o dedo no nariz. 2 Focinhos.m. (ventas dos animais) [em muitos vertebrados]. …

geografía […] s.f. Geografia [ciência] .… Obs.: Em português, os nomes das ciências, quando designam disciplinas escolares, escrevem-se com inicial maiúscula: Las clases de geografía: As aulas de Geografia.

maní […] s.m. 1 botânica Amendoim [planta];Obs.: pl. do espanhol maní, manises.

ladrón, na […] adj. e s. I adj. e s. Ladrão (que rouba); Obs.: f. ladra, ladroa, ladrona.

lunes […] s.m. Segunda-feiras.f., segundas.f.;Obs.: Normalmente, os nomes dos dias da semana em espanhol vão sempre acompanhados do artigo definido; Gracias a Dios, en el accidente del lunes no ha muerto nadie: Graças a Deus, no desastre de segunda-feira não morreu ninguém.

haber […] v. auxiliar, unipessoal e s.m. I v. auxiliar 1 Ter [+ particípio] [o pret. perf. composto exprime repetição ou continuidade até o presente e que se fala]; El juego ha arruinado a mucha gente: O jogo tem arruinado muita gente. 2 [no pret. perf. espanhol]; Hoy he comido bacalao: Hoje comi bacalhau. II v. unipessoal. … H~ estado [+ gerúndio]: Ter vindo a [+ infinitivo]; Una verdadera mafia ha estado aterrorizando la población del barrio: Uma verdadeira mafia tem vindo a aterrorizar a população do bairro. … Obs.: Em espanhol, usa-se o pretérito perfeito (he comido) quando o falante ainda está situado dentro do espaço de tempo a que o verbo envia: Hoy he comido bacalao; usa-se o pretérito indefinido (comí) quando o falante ja está fora do espaço de tempo indicado: La semana pasada comí bacalao dos veces. Se o espaço temporal não estiver expresso, usa-se o primeiro quando o falante sentir que o tempo a que o verbo envia está próximo do presente: Mi abuelo ha muerto (cf. Mi abuelo murió cuando yo era muy pequeño).



– Informação enciclopédica ou terminológica

comisura […] s.f. anatomia Comissura (ponto de junção dos bordos de uma abertura, no corpo); La comisura de los labios: A comissura dos lábios. • C~ de los labios: coloq., fam. Canto da boca, comissura dos lábios (anatomia); Tienes saliba en la comisura de los labios: Tens saliva no canto da boca.

curar […] v.intr., tr. e prnl. 1.3. Curar (secar, conservar) [alimentos];4. Curtir [peles];

Oporto n.pr.m. Porto [cidade].

ITV […]s.m. IPO (Inspecção Periódica Obrigatória) [em espanhol, Inspección Técnica de Vehículos].

flaco, ca […] adj. e s.m. I adj. 1 Magro …  El gordo y el f~: cinema O bucha e o estica (Oliver Hardy e Stan Laurel).

Agustín […] n.pr.m. Agostinho [nome de pessoa]. • San A~: Santo Agostinho.



– Informação pragmático-contextual

¡hola! […] interj. 1 Bom dia, boa tarde, boa noite [usa-se para cumprimentar]; ¡Hola!, ¿Qué desea?: Bom dia, o que deseja?; vd. buenos días, buenas tardes, buenas noches. 2 Olá!, Oi! (brasil) [usa-se para cumprimentar com certa confiança ou quotidianidade]; ¡Hola!, ¿Cómo estás?: Olá!, estás bom? 3 …

poder […] s.m. e v.intr. I s.m. 1 Poder …• ¿Se puede?: Posso?, pode-se?, pode-se entrar?; [para pedir autorização para entrar]; ¿Se puede? —¡Adelante!: Pode-se entrar? — Faz favor! ¿Se puede…?: Pode-se…?, posso…? [para pedir autorização].

querer […] s.m. e v.tr. I s.m. Querer … II v.tr. 1 Amar … 2 Amar, gostar de … 3 Gostar de (amar, desejar); 4 Querer …Obs.: Na linguagem corrente não se usa, em espanhol, a forma amar, no sentido de ‘sentir amor por’ e ‘estar apaixonado por’, que é substituída por querer; Ella dijo que lo querría siempre: Ela disse que o amaria para sempre; cf. amar. Obs.: Sobre o uso da preposição, vd. a.

gorrón, na […] adj. e s. coloq. 1. Crava (o que pedincha ou vive à custa alheia); No seas gorrón y cómprate tabaco: Não sejas crava e compra tabaco. 2. Chupista (que procura viver à custa de outrem) [pessoa]; vd. aprovechado. 3. Penetra (aquele que, sem ser convidado, entra em festas, reuniões, etc.); vd. colarse, jeta, morro.

catear […] v.tr. e intr. I v.tr. e intr. gír. Chumbar, tirar nega, tirar uma nega (julgar alguém inapto) [num exame, etc.]; ¡Caray!, ¡no quiero catear otra vez!: Porra!, não quero chumbar outra vez!; vd. suspender, cargar; cf. empastar, plomar. II v.tr. gír. Chumbar, dar uma nega (reprovar, não passar) [especialmente num exame]; El profesor de matemáticas me ha vuelto a catear: O professor de Matemática voltou a chumbar-me; vd. suspender, cargar; cf. empastar, plomar. 1 Catar (procurar). 3 américa Explorar …

suspender […] v.tr. e intr. I v.tr. 1 Suspender, pendurar (suster no ar); …. 4 Reprovar, chumbar (gír.), dar nega (gír.) (julgar alguém inapto) [num exame, etc.]; El profesor de matemáticas me ha vuelto a suspender: O professor de Matemática voltou a chumbar-me; cf. empastar, plomar. II v.tr. e intr. 1. Reprovar (não passar) [especialmente num exame]; Ya es la segunda vez que suspende el examen de matemáticas: Já é a segunda vez que reprova no exame de Matemática; cf. empastar, plomar. 2. Chumbar (gír.), tirar nega (gír.), tirar uma nega (gír.) (reprovar); Suspendí el parcial, pero esperaba aprobar: Tirei uma nega no teste, mas estava à espera de positiva; vd. catear, cargar; cf. empastar, plomar.

guagua […] s.f. cuba, canárias Autocarro, ônibus (brasil, moçambique) (veículo para transporte público colectivo). …

¡jesús! […] excl. 1 Jesus! [denota admiração, dor, susto ou pena]: ¡Jesús, qué susto me has dado!: Jesus! Que susto me deste! 2 Santinho! [usa-se depois de alguém espirrar]; –¡Achís! –¡Jesús!: –Atchim! –Santinho!; vd. achís, ¡salud!

holgar […] v.intr. e prnl. I v.intr. 1 Folgar (não trabalhar); vd. descansar. 2 Ser desnecessário (sobrar); Huelga hacer dos veces la misma pregunta: É desnecessário fazer duas vezes a mesma pergunta. II holgarse v.prnl. Folgar-se (alegrar-se). • Huelga decir: É desnecessário dizer (não faz falta dizer). Obs.: A palavra holgar é muito menos usada em espanhol do que em português folgar.



– A informação sintagmática (combinatória)

Podemos encontrar equivalentes portugueses correspondentes não apenas a cada uma das acepções da unidade lexical correspondente ao lema, mas também os diferentes valores que essa palavra tem quando combinada com outras unidades lexicais.

Assim, por exemplo, no artigo correspondente a leche, podemos encontrar os equivalentes portugueses de cada uma das acepções do lema leche:

leche […] s.f. 1 Leites.m.2 Leites.m.3 Leites.m.4 coloq. Seca, chatice …

mas também os diferentes valores que a palavra adquire quando combinada com outras unidades lexicais:



A toda ~: A toda a velocidade…;

Arroz con ~: Arroz doce…;

Café con ~: 1 Meia de leite … 2 Pingo, garoto … 3 Café com leite … 4 Galão …

Chocolate con ~: 1 Chocolate de leite. 2 Leite com chocolate …

Con mala ~: Com má intenção…;

Cortarse la ~: Talhar-se o leite.

Dar una ~: coloq. Dar uma chapada, um estalo, um chapadão …

Darse una ~: coloq. Dar um encontrão…;




As estruturas mais ou menos fixas de uma língua não só correspondem ao que conhecemos tradicionalmente por idiomatismos, fraseologismos ou locuções (do tipo “deitar foguetes antes da festa”), mas também a outros tipos de combinações lexicais memorizadas ou cristalizadas no uso (fixas ou semifixas):

bombilla […] s.f. 1 Lâmpada … •B~ mate: Lâmpada fosca…

Todas as combinações pluriverbais são recolhidas (por ordem alfabética) no fim do artigo lexicográfico, porque nem sempre é fácil associar uma expressão pluriverbal a uma determinada acepção do lema. A prática de associar combinações lexicais a uma determinada acepção assenta muitas vezes no facto de o dicionário atribuir um determinado sentido a uma acepção de uma palavra que, em rigor, é o sentido dessa palavra combinada com outra ou outras palavras. Por exemplo: considera-se como sendo uma acepção da palavra ouvido o que, num contexto real, se exprime em combinações como “ter bom ouvido” ou “ter mau ouvido”. Isto é ainda mais evidente no caso das expressões idiomáticas: sob que acepção de deitar, foguete ou festa recolhemos a expressão “deitar foguetes antes da festa” (= regozijar-se prematuramente)?



– Exemplos

Os exemplos (das acepções da língua de partida e dos correspondentes equivalentes na língua de chegada) são muito úteis no dicionário bilingue porque podem ser muito ricos em informação gramatical, enciclopédica, pragmática, contextual ou sobre combinatória lexical.

Um caso bem ilustrativo da utilidade dos exemplos encontramo-lo quando não há uma coincidência na categoria gramatical dos equivalentes. Muito frequentemente é mais económico recorrer aos exemplos do que tentar uma descrição do termo e seu suposto equivalente tomados isoladamente, como nos exemplos seguintes:

Trasnochar así acaba conmigo: Estas noitadas dão cabo de mim;

La fruta está llena de magulladuras: A fruta está toda pisada;

Lleno (adjectivo): Ateste (verbo) [o depósito de gasolina].

– Remissões

As remissões que podemos encontrar no dicionário são de dois tipos:

– vd. para sinónimos e quase-sinónimos

– cf. para falsos amigos ou termos (em português ou em espanhol) que de alguma maneira diferem ou se afastam do que se está a descrever.

Quando as abreviaturas vd. ou cf. forem precedidas de ponto e vírgula, isso significa que a remissão é aplicada apenas à acepção anterior. Quando forem precedidas de ponto final, a remissão abrange a totalidade do artigo lexicográfico. Assim, no seguinte exemplo o último envio (“vd. ablandecido”) aplica-se à totalidade do artigo, enquanto “vd. aminorado, reducido”, apenas à 2ª acepção e “vd. conmovido”, à terceira e última acepção:



ablandado, da […] adj. 1 Amolecido. 2 Abrandado (diminuido); vd. aminorado, reducido. 3 Comovido, abrandado (impressionado, enternecido); vd. conmovido. vd. ablandecido.

Finalmente vê a luz o Dicionário de Espanhol-Português em que andei a trabalhar, embora “intermitentemente*”, durante anos.

* Olha! Mais uma palavra que não está recolhida no dicionário!

De todos e de ninguém

25 Fevereiro 2008

“Las crisis medioambientales, alimentarias, sanitarias, urbanas o migratorias muestran el inadecuado tratamiento que reciben los bienes comunes: el aire, el agua, el paisaje, las calles, el conocimiento, el arte, el silencio, el genoma, los acuíferos o las especies, son bienes que pertenecen a todos y a nadie al mismo tiempo, bienes que deberían, en consecuencia, integrar el procomún.

Los nuevos tiempos dominados por el conocimiento, la participación y la conciencia de riesgos globales, aconsejan cambiar de política o, quizá, reinventar la política. ¿Puede ser privatizada la función fotosintética, el ciclo de los nutrientes o la polinización de las plantas, como lo están siendo las semillas, los fondos oceánicos y los acuíferos? ¿No es parte de nuestra responsabilidad transmitir a nuestros hijos los dones de la naturaleza y la cultura? ¿No es nuestra responsabilidad reafirmar un compromiso con la defensa del bien común y de los nuevos patrimonios?”
ELPAÍS.com (17/03/2007) > Ciencia, democracia y procomún

“También estoy convencido de la imposibilidad de afrontar las grandes encrucijadas a las que nos enfrentamos, ya sean energéticas o climáticas, ya estén relacionadas con la justicia alimentaria o la salud mediambiental, con la simple concurso de los expertos. Desde luego son necesarios, más aún imprescindibles, pero nada podrán lograr sin la complicidad de la ciudadanía. No podemos seguir comportándonos como si las soluciones fueran estrictamente tecnocráticas. Si las hay, han de ser políticas y, muchas, además de democráticas, tienen que ser globales. “
tecnocidanos > ciencia y procomún

«Las lenguas, que son esenciales para la identidad de las personas y los grupos y para su coexistencia pacífica, constituyen también un factor estratégico para avanzar hacia un desarrollo sostenible y una articulación armoniosa entre lo mundial y lo local.
Lejos de constituir un ámbito reservado al análisis de los expertos, las lenguas son la médula de toda vida social, económica y cultural. Ese es el significado del lema que la UNESCO escogió para el Año Internacional de los Idiomas: “Los idiomas cuentan”.

Con motivo de esta novena edición del Día Internacional de la Lengua Materna, hago un llamamiento para que se reconozca en el mundo entero la importancia de la diversidad lingüística y del plurilingüismo en los sistemas educativos, administrativos y jurídicos, en las expresiones culturales y en los medios de comunicación, en el ciberespacio y en los intercambios comerciales. ¡Que todos los miembros de la familia de las Naciones Unidas y el conjunto de los Estados Miembros, asociados y amigos de la UNESCO se sumen a la tarea de demostrar que “los idiomas cuentan”!»

Fonte: da mensagem de Koichiro Matsuura,
Director General de la UNESCO,
com motivo do Dia Internacional da Língua Materna
21 de Fevereiro de 2008

UNESCO > Día Internacional de la Lengua Materna (21 de febrero 2008)

21 de febrero, Día Internacional de la Lengua Materna

Terras do Acolá

21 Fevereiro 2008

Documentário de 13 episódios da TV Galiza sobre os países da lusofonia.
A emitir em Março na TVG, na RTP e, posteriormente, RTP África e na RTP Internacional.

Realizador: Luís Menéndez
Proução: Faro de Vigo

Fontes:
Yahoo! NOTÍCIAS > A TVG e a televisión pública portuguesa apostan por intercambiar fondos de arquivo e coproducir documentais

Diário de Notícias > TV Galiza produz série sobre lusofonia

Finalmente que oiço alguém bater na mesa sobre a questão do Acordo Ortográfico!
Estou farto de algumas “vacas sagradas da cultura portuguesa” que se acham “donos da língua”.
Quantas décadas mais temos que esperar?

Acabo de ler no Expresso (Escritor Eduardo Agualusa defende ortografia brasileira):

«O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, defende, em crónica hoje divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, que Angola “deve optar pela ortografia brasileira”, caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por “resistência” de Portugal.

Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, José Eduardo Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal.

Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a “confusão” entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de “uma única ortografia” no espaço de língua portuguesa, sendo “absurdo” pensar-se em unificar as diferentes variantes da “nossa” língua.

O autor aponta ainda o dedo a um “enraizado sentimento imperial” de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão.

E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque “a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal – na Galiza”.

“Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos”, aponta.»

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