Leio em El País.es que Microsoft ubica en Manresa un centro para que las empresas ganen productividad. O projecto será pago, a partes iguais, pela Microsoft, o governo catalão e instituições locais.

No blog Libros & bitios (agora El blog de El futuro del libro) de 1 de Agosto de 2006, José António Millán perguntava-se: ¿Están trabajando nuestras instituciones públicas para Microsoft?

Nessa mesma altura comentava eu, aqui, que em Portugal, no mês de Janeiro, Gates assinou um protocolo com o Governo que, teoricamente, serviria para dar um empurrão ao «Plano Tecnológico»?

Pois o protocolo já está a dar os seus frutos (para a Microsoft): “O Plano tecnológico já está a dar resultados para Bill Gates. O Governo acabou de autorizar o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) a adquirir à empresa do patrão e fundador da Microsoft 3700 licenças de ‘software’.” (Correio da Manhã).

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e-learning

28 Setembro 2006

e-learning: e-learning: e-learning:

No 2º semestre do ano lectivo 2005-2006, decidi experimentar a plataforma de e-learning em disciplinas de Linguística (Lexicografia, Terminologia, Lexicologia). O objectivo foi ensaiar um tipo de ensino misto (presencial e não presencial) colocando na plataforma LMS EASY Education conteúdos, exercícios, trabalhos e outros elementos de avaliação.

Apresento aqui algumas das conclusões do relatório elaborado após esta experiência.

Alguns aspectos positivos:

– Maior motivação dos alunos;

– Ensino centrado no aluno;

– Acompanhamento continuado por parte do professor;

– Maior interacção professor /aluno;

– A experiência ajudou muitos alunos a iniciarem-se ou aperfeiçoarem-se nas TIC;

– Aumento do contacto pessoal dos alunos com o professor (horas de atendimento, etc.);

– Apesar de ter sido o primeiro ano de implementação da plataforma, com os problemas e limitações consequentes, o aproveitamento escolar não sofreu alterações significativas.

Aspectos negativos:

– Grande heterogeneidade dos alunos relativamente ao conhecimento/uso de novas tecnologias;

– Problemas graves de infra-estruturas: falta de salas apropriadas para aulas presenciais na plataforma (on-line);

– Alguns problemas com o software;

– Ter incorporado, o docente, a totalidade dos conteúdos de uma só vez (durante os meses de Dezembro e Janeiro, antes de o 2º semestre começar). Desta maneira perdeu-se a capacidade de ir apresentando “novidades” ao longo do semestre para evitar a perda de interesse do aluno;

– Problemas/dúvidas com os direitos de autor do material tradicionalmente empregue nas aulas tradicionais (fotocópias, etc.), o que nos obrigou a colocar na plataforma material e publicações apenas na nossa autoria;

– Dificuldades na avaliação, nomeadamente no que se refere às garantias relativas à autoria das actividades colocadas na plataforma e do trabalho final (no caso deste último, porém, em menor grau, uma vez que não eram aceites trabalhos que não tivessem sido acompanhados/orientados pelo professor);

– Um número importante de alunos não enviou dúvidas ao professor nem utilizou o horário de atendimento no gabinete (contudo, no sistema de ensino tradicional utilizado nos anos anteriores, o número de alunos que utilizava o horário de atendimento no gabinete ou colocava dúvidas ao professor, por qualquer meio, era muitíssimo menor). Isto explica o facto de praticamente não existir “reprovados” na disciplina, mas apenas “desistências”.

No futuro

– Redução importante do tempo dedicado à exposição teórica do programa, centrando-se nos conteúdos imprescindíveis (a questão também se coloca no sistema de ensino tradicional, com a redução das cargas horárias nos cursos reestruturados segundo Bolonha). Deverá fazer-se um esforço para distinguir entre o que é verdadeiramente importante (conteúdos imprescindíveis) do que poderá ser secundário (material que poderá ser enviado para uma secção tipo “para saber mais”) e que os alunos poderão consultar seguindo as indicações do professor. A plataforma não deve ser um simples veículo de transferência de conhecimentos (uma sebenta electrónica).

– No seguimento do anterior, deverá aumentar o número de actividades e melhorar a qualidade destes instrumentos da aprendizagem.

– Isto, porém, não deverá alimentar uma retórica fácil do “aprender fazendo” que entende a aquisição de conhecimentos como um “elemento limitador” no ensino universitário. Não é assim que entendemos o “ensino centrado no aluno”.

– Resolver o problema dos direitos de autor: é possível colocar na plataforma (com acesso restrito, apenas para os alunos inscritos na disciplina) capítulos de livros ou artigos protegidos pelo copyright?

– Disponibilizar conteúdos gradualmente, para cativar a atenção dos alunos com “novidades”;

– Com o mesmo intuito, apresentar actividades mais pequenas e mais frequentes;

– Aproveitar outras ferramentas disponibilizadas pela plataforma, nomeadamente ferramentas de gestão (dossier, sumários, relatórios, etc.) e de comunicação (chat, fórum, videoconferência).

– Habilitar laboratórios multimédia ou salas de e-learning apropriadas para aulas presenciais ou não presenciais com a plataforma de e-learning. A plataforma de e-learning não é apenas uma boa ferramenta para o ensino à distância, mas também tem possibilidades de comunicação síncrona que podem ser úteis nas aulas presenciais. Por isso, esta plataforma pode ser uma boa ferramenta para um tipo de ensino misto, colocando na mesma conteúdos e exercícios aos quais os alunos e o professor poderão ter acesso de forma síncrona ou assíncrona.

O resto é paisagem

25 Setembro 2006

“A costa portuguesa não tem apenas o porto de Lisboa. Temos também Sines.” Hernâni Lopes na RTP, Prós e Contras de 25/09/2006.

Não haverá esperança para o futuro (para o futuro da CPLP, por exemplo) se forem apenas “os de um lado” a contar como é que foi o passado, escrevia num post no dia 1 de Junho.

É agradável ler notícias como Teólogos de la liberación revisan en Ávila la memoria del ‘descubrimiento’, em El País, 25-09-2006.

Como as palavras do frade Miguel Concha:

“Han pasado más de 500 años de la conquista y seguimos cargando con una enorme deuda y responsabilidad compartida, estrechamente relacionada con el saqueo, la explotación, el dominio y el sometimiento de América Latina”, … “Parece increíble, y resulta hasta irónico, que las condiciones de explotación y opresión que la conquista generó sigan estando presentes bajo nuevas formas de explotación, quizá más sutiles y disfrazadas, con esa profunda hipocresía que caracteriza a los poderes mundiales de hoy.” (ibidem),

A Galiza e o Minho

23 Setembro 2006

António Medeiros (2006) Dois Lados de Um Rio. Nacionalismo e Etnografias na Galiza e em Portugal. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
“O contexto de observação é o conjunto constituído pelos dois lados de um rio, o Minho, mais precisamente o Minho e a Galiza que, apesar das suas semelhanças geográficas, culturais e linguísticas, foram cortados por uma fronteira política que determinou que entre eles e sobre eles se jogasse de formas diferenciadas o jogo – ancestral entre Portugal e Espanha – das alteridades. Por isso, os minhotos constroem as suas referências identitárias pela relação com Portugal e com Espanha e não com a Galiza, ali ao lado…”

Rosa Perez : A Galiza e o Minho (Expresso de 23 de Setembro)

Tecnoimperialismo

21 Setembro 2006

Interessante mapa sobre ilustrativo do “tecnoimperialismo” em devolucion.info, onde se vê em tons vermelhos e laranjas os “violadores” das normas internacionais da propriedade intelectual e em tons azuis “los cruzados que tratan de condicionar la apertura de los mercados desarrollados a las necesidades de la gran industria tecnológica cultural”

(http://www.deugarte.com/tecnoimperialismo) [2006-09-21]

Já agora, Portugal aparece a cor-de-laranja

Vaidade

21 Setembro 2006

Confesso: mal consigo disfarçar um sorriso de satisfação ao consultar dados estatísticos sobre consultas e dowloads de alguns dos meus trabalhos depositados no RepositoriUM dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho:

A unidade lexicográfica : palavras, colocações, frasemas, pragmatemas.
Ano 2006: Consultas, 156; Downloads, 1195
Dicionários codificadores:
Ano 2006: Consultas, 304; Downloads, 209

Mas, uma vez que sou pago com dinheiros públicos, o mínimo que devo fazer é garantir a divulgação de algumas das coisas que faço. (Este parágrafo é para disfarçar o acto de imodéstia, de vaidade, que este post supõe).
Um dia tenho que escrever qualquer coisa dobre o Acesso livre ao Conhecimento (Open Access).
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