António Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Bahia, 17 de junho de 1697) foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus e missionário em terras brasileiras. Defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização. Era por eles chamado de “Paiaçu” (Grande Padre/Pai, em tupi).
António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.

Fonte Wikipédia > António Vieira

(Obrigado, Begonha, por me lembrares a data)

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os novos conquistadores

16 Novembro 2007

«…lo que más molestó al Rey no fue ese apunte (total, un bombardeo más o menos), sino que Ortega subrayara las prácticas abusivas, de auténtico expolio, que está utilizando en Nicaragua una compañía eléctrica española, Unión Fenosa.

Unión Fenosa forma parte de lo que en América Latina llaman, muy gráficamente, “los nuevos conquistadores”.»

Público > El dedo en la llaga. El día a día de Javier Ortiz > Hágase la luz

Correios privados

3 Outubro 2007

Os representantes dos Estados membros da União Europeia acordaram privatizar, perdão, liberalizar, os Correios na Europa a partir de 2011.

Quem está a seguir?
O que resta?

Foto: Wikipédia

“O seu projecto [neoliberal , de debilitamento do Estado] foi ajudado pelas ideias provenientes de um sector muito diferente. Os movimentos revolucionários de 1968 também procuraram maiores liberdades individuais, e muitos dos “soixante-huitards” viram o Estado como seu opressor. Como Harvey [A Brief History of Neoliberalism ] mostra, os neoliberais adoptaram a mesma linguagem e ideias. Alguns dos anarquistas que conheço ainda proclamam noções quase idênticas às dos neoliberais: a intenção é diferente; mas as consequências, muito semelhantes.

…”

George Monbiot (2007) “How Did We Get Into This Mess?“ (em Monbiot.com, acedido em 2007/09/07)

Publicado no The Guardian (28th August 2007)

Via fírgoa: ¿Cómo hemos llegado a este desastre? (acedido em 2007/09/07)
Traducido para o espanhol por Félix Nieto para Globalízate

O filósofo inglês John Gray foi o convidado de Carlos Vaz Marques no programa Pessoal e Transmissível de 29/03/2007, da TSF.

Não me pronuncio sobre outras análises de John Gray (não tenho competência para o fazer) ou sobre as suas previsões sobre o futuro (ainda menos competência tenho) mas, como pode afirmar que não houve progresso humano?

Não há progresso humano, apenas progresso científico, afirma John Gray, porque é impossível mudar o mundo.

Não sei se determinados “Senhores” vivem hoje igual, melhor ou pior do que há cem, quinhentos ou mil anos. Sei é que hoje as mulheres, os operários, os filhos dos escravos, etc. vivem um bocado melhor.

E devemos isso a pessoas e a grupos que acreditavam no progresso social, no progresso humano. Às utopias de ontem, aos activismos de ontem para transformar o mundo.

A 8 minutos do fim do programa, Carlos Vaz Marques coloca-lhe a questão:

– CVM: Se ao longo da história tivesse prevalecido essa atitude contemplativa, John Gray, talvez estivéssemos ainda a viver num mundo dominado pela religião, pelo poder absoluto, com escravatura, abusos de toda a ordem…Estaríamos melhor?

– JC: Mas também poderíamos não ter sofrido o comunismo ou o maoísmo, essas grandes e terríveis tentativas de mudar o mundo. Um dos paradoxos da vida passa pelo facto de as tentativas de alterar e melhorar radicalmente a vida redundarem, regra geral, em algo de muito pior. Se esses anseios tivessem sido concretizados, o mundo seria ainda muito pior. A maior parte das utopias é mais mortífera do que a realidade existente. Olhando para a História, tendo a pensar que os activismos para transformar e melhorar o mundo tiveram consequências mais negativas do que positivas. Se tivéssemos contado com mais gente com uma atitude contemplativa, o mundo provavelmente seria menos violento e menos cruel. Não teria sido completamente pacífico, não seria absolutamente belo, porque isso não é possível, mas provavelmente teria podido ser bem menos selvático. …

Para que alguns se possam dedicar à contemplação (essa actividade humana superior à acção, segundo John Gray), alguém terá de tratar de outras coisas mais básicas. Por exemplo, de semear as batatas que os filósofos comem, de tecer as camisolas que os filósofos vestem ou de recolher o lixo que os filósofos produzem).

E já agora: O que fazemos com as pessoas ou os povos que vivem hoje pior do que viviam antes? (por exemplo, antes de os europeus lá chegarem). Dedicamo-nos a “contemplá-los”, como se de um belo “pôr-do-Sol” se tratasse?

“É verdade que os ODM [Objectivos de Desenvolvimento do Milénio] por si mesmos não são nenhuma maravilha (não se pode acabar com a pobreza mas reduzi-la para metade) mas precisamente por isso acho que vão ser cumpridos. Seria escandaloso não alcançar uns objectivos tão modestos.

De qualquer maneira, devemos ser capazes de infundir entre os activistas, mas principalmente entre os políticos, uma certa urgência.
No 11-S, três mil pessoas perderam a vida num ataque terrorista horroroso mas cada dia morrem doze mil pessoas por culpa da malária, uma doença evitável. É o que eu chamo de “genocídio passivo”, um “tsunami silencioso”, que deveria afectar o nosso sentido da ética, todo o nosso sentido de identidade como raça humana.”

Kumi Naidoo (Secretário Geral da CIVICUS)

Fonte: Revista IO (Intermón Oxfam)

ACTUALIZAÇÃO (2007/04/04):

Fonte: Worldmapper > Malaria Cases

O futuro da comida

20 Fevereiro 2007

Interessante (e preocupante) documentário em Documania:

El futuro de la comida“ (vd. site The Future of Food).

Filmado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, “El futuro de la comida” mostra como a política e as multinacionais ocidentais estão a controlar o sistema de comida no mundo e a fazer que mude o que comemos.
Interessante a afirmação de que para além de irmos perdendo diversidade genética, também estamos a perder diversidade intelectual:
O documentário apresenta, entre outros, o trabalho de David Quist e Ignacio Chapela, biólogos da Universidade de Berkeley (na Califórnia).
David Quist e Ignacio Chapela publicaram um artigo na revista Nature que revela a presença de material transgénico em milho nativo nas comunidades de Oaxaca, com implicações graves, porque o México é o centro de origem e diversidade genética do grão.
Alguns problemas metodológicos motivaram críticas de outros biólogos , num editorial sem precedentes, a revista científica Nature declarou que não deveria ter publicado o artigo.


Segundo leio em Grain (La naturalea de Nature), …”cada número impreso de Nature contiene 80 páginas de publicidad de empresas de biotecnología, medicina, farmacêutica …”

O programa será emitido nas tv por cabo em: 20/2/2007 (às 10:32); 22/2/2007 (às 13:00); 24/2/2007 (às 19:30); 26/2/2007 (às 22:30); 28/2/2007 (às 19:00) e 2/3/2007 (às 21:00).

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