Todos con el Sahara

7 Maio 2008


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Vejo em ElPaís.com vídeos de agressões contra algumas pessoas por parte de seguranças privados do Metro de Madrid.

Continuemos a emagrecer o Estado. Deixemos, também a segurança, em mãos privadas.

Não, os agredidos não tinham gravata.

Fonte: ELPAÍS.com > Los implicados en las grabaciones siguen habilitados para trabajar

A Segunda República Espanhola foi proclamada a 14 de Abril de 1931 na sequência da vitória republicana nas eleições municipais de 12 de Abril.

Aos nossos avôs e nossas avós.

Imagem: Wikipédia: Segunda República Espanhola

Este stio apoia a iniciativa da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas na Galiza
O Parlamento Galego aprovou ontem por unanimidade dirigir-se ao Governo espanhol para, «no prazo mais imediato possível», garantir a recepção das televisões portuguesas na Galiza.

O acordo produziu-se após a proposta apresentada pelo porta-voz do Bloco Nacionalista Galego (BNG) na Câmara.
Foi contestada pelo deputado Francisco Cerviño (PSOE), quem apostou no “isolacionismo” [que defende a consolidação do que hoje poderíamos muito bem chamar de galego-castelhano (norma da Real Academia Galega)], ao defender que «som línguas mui próximas, mas diferentes, sobretudo no aspecto fonético», ao tempo que assegurou perceber melhor o italiano do que o português Lisboeta.
Contudo, Cerviño reconheceu que a chegada das televisões portuguesas à Galiza contribuirá para «evitar a morte da nossa língua, que está gravemente enferma».

Fonte: Portal Galego da Língua > Parlamento aprova solicitar recepçom das televisões portuguesas na Galiza

Site da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas

A propósito da participação, na segunda-feira 07/04/2008, de representantes de algumas instituições galegas na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” ( vd. vídeos em: http://www.agal-gz.org ), alguém me colocou estas duas perguntas:

– Afinal o galego existe ? (desculpe a rudeza da pergunta, mas é

uma pergunta para um linguista….)

– Como interepretar o interesse dos galegos relativamente ao nosso

acordo ortográfico? Considera-se a alternativa de o galego se

aproximar, em termos normativos, do Português?

Vejamos:

Que língua é que falam os galegos?

Dos quase 3 milhões de habitantes (sem contar os galegos emigrados ou na “diáspora”), falam galego (segundo os dados do Instituto Galego de Estatística, para 2001) 2.355.834 de pessoas:

Total: 2.355.834

De 5 a 9 anos: 87.719

De 10 a 14 anos: 108.917

De 15 a 19 anos: 142.588

De 20 a 24 anos: 188.545

De 25 a 29 anos: 192.033

De 30 a 34 anos: 179.427

De 35 a 39 anos: 171.263

De 40 a 44 anos: 171.659

De 45 a 49 anos: 158.098

De 50 a 54 anos: 154.542

De 55 a 59 anos: 151.116

De 60 a 64 anos: 126.022

De 65 e máis anos: 523.905

Fonte: Poboación en vivendas familiares de 5 e máis anos segundo xénero, idade e coñecemento do galego

Bem sei que não se responde à perguna com estes dados, que, aliás, devem ser lidos com muitas reservas. Contudo, há um dado a destacar: a clara perda de novos falantes, como também se pode ver nos seguintes quadros:

IGE (2004) Enquisa de Condicións de Vida das Familias. Coñecemento e uso do galego. Ano 2003. Santiago, Xunta de Galicia.

Fonte: Conselho da Cultura Galega

Outra coisa é responder à pergunta “O que é o galego?” (e aqui já começo a dar resposta à segunda questão que me foi colocada).

Simplificando muito, podemos dizer que há 2 respostas, que se correspondem com os 2 grandes (e antagónicos) projectos de normalização (transformação de uma língua em veículo “normal” de comunicação numa comunidade linguística) e normativização (construção de um padrão culto) existentes na Galiza:

– a autonomista (ou isolacionista), que defende a consolidação do que hoje poderíamos muito bem chamar de galego-castelhano (norma da Real Academia Galega, RAG).

– a reintegracionista (ou lusista) que defende uma norma para o galego que poderíamos chamar de galego-portuguesa (norma da Associaçom Galega da Língua, AGAL), ou, simplesmente, português da Galiza.

Ora bem, foram representantes deste segundo grupo que participaram, na segunda-feira 07/04/2008, na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.

Páginas de interesse:

Língua galega, na Wikipédia portuguesa.

Lingua galega, na Wikipedia galega.

Ensino público

28 Março 2008

Agora percebi o porquê do tratamento desmesurado que os meios de comunicação estão a dar ao caso do telemóvel na sala de aula numa escola secundário do Porto.

Apenas uma amostra:

Casos semelhantes seriam «impensáveis» em colégios privados.
Uma situação de indisciplina como a que ocorreu na secundária Carolina Michaelis, no Porto, seria «impensável» num colégio privado, defendeu hoje o presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, João Alvarenga”

Sol: Casos semelhantes seriam «impensáveis» em colégios privados

“Não estava com muita predisposição na sexta-feira passada para submeter-me a uma sessão de adoutrinamento religioso, especialmente porque tinha ficado cansado de procurar com uma mão uma emissora que não me falasse de devoções e procissões enquanto tentava fixar com a outra o ponto preciso de cozedura dos “calamares en su tinta”.
Estava nisso quando dei com um sermão do bispo emérito de Pamplona, a quem chamaram “das sete palavras” com óbvia falsidad, como demonstrou a sua duração.
O bispo, que parecia bastante chateado (em alguma coisa tínhamos que coincidir), dedicou o grosso do seu comício a pôr Jesuscristo como exemplo de bem morrer. “Sem cuidados paliativos”, disse várias vezes, não vá alguém despistar-se e não lhe apanhar a intenção.
Eu sei que a minha vocação cartesiana casa mal com a metafísica teologal, mas, uma vez que o bispo emérito parecia apelar ao meu raciocínio, pus-me logo a raciocinar. E perguntei-me bastantes coisas (sem perder de vista os calamares, claro). Por exemplo: Como é que este bispo sabe que Jesuscristo, se é que existiu mesmo e morreu como a sua Igreja pretende, sofreu muito? Não está a ver que era Deus, e que isso condiciona tudo? Podia modular à vontade o grau do seu sofrimento. Além disso: É lícito julgar o seu comportamiento como se fosse um homem qualquer e não uma entidade que sabia que podia morrer e ressuscitar todas as vezes que lhe desse na gana? Para além de que, sendo Deus e não podendo escolher não morrer, em que medida a sua decisão de sujeitar-se à crucificação não teve aquele seu de suicídio, por mais que soubesse que não podia morrer, porque era (é) eterno? E, já para concluir (embora pudesse seguir até ao infinito com esta colecção de contra-sensos conceptuais), Que classe de cuidados paliativos necessita quem apenas sofre o que Ele mesmo escolheu sofrer?
Fazem batota. Quem decidiu acreditar no sobrenatural deve sujeitar-se ao específico do universo mental que escolheu: não pode pretender que Deus fuja às nossas leis físicas e, ao mesmo tempo, antropomorfizá-lo quando lhe dá na real gana.
Resumindo: se Deus existisse, não seria todo-poderoso. Pelo menos faltar-lhe-ia uma coisa: seria incapaz de não ser Deus.”

De Javier Ortiz, no Público (24 de Março de 2008) > El dedo en la llaga> La impotencia de Dios
(tradução minha)

Os males do País

8 Março 2008

Assessores e consultores que recebem milhares de euros por “assessorar”; cargos “não executivos” que recebem “apenas pela presença”; indemnizações de centenas de milhares de euros; anos de antiguidade a dobrar; casas, colégios, carros e motoristas pagos; seguros de vida; chorudas pensões que acumulam com vencimentos ou outras pensões; ordenados que se medem em centenas de milhares de euros/mês; “lobbies» de empresários, «jet set», “fazedores de opinião” de barriga cheia; …

Fonte: Apresentação em PowerPoint que corre pela rede…

Eu sei, muita demagogia. Mas, também, deitar a culpa de todos os males do País sempre aos mesmos (aos de 500, 1000 euros por mês) …, no mínimo, já cansa. Não?

De todos e de ninguém

25 Fevereiro 2008

“Las crisis medioambientales, alimentarias, sanitarias, urbanas o migratorias muestran el inadecuado tratamiento que reciben los bienes comunes: el aire, el agua, el paisaje, las calles, el conocimiento, el arte, el silencio, el genoma, los acuíferos o las especies, son bienes que pertenecen a todos y a nadie al mismo tiempo, bienes que deberían, en consecuencia, integrar el procomún.

Los nuevos tiempos dominados por el conocimiento, la participación y la conciencia de riesgos globales, aconsejan cambiar de política o, quizá, reinventar la política. ¿Puede ser privatizada la función fotosintética, el ciclo de los nutrientes o la polinización de las plantas, como lo están siendo las semillas, los fondos oceánicos y los acuíferos? ¿No es parte de nuestra responsabilidad transmitir a nuestros hijos los dones de la naturaleza y la cultura? ¿No es nuestra responsabilidad reafirmar un compromiso con la defensa del bien común y de los nuevos patrimonios?”
ELPAÍS.com (17/03/2007) > Ciencia, democracia y procomún

“También estoy convencido de la imposibilidad de afrontar las grandes encrucijadas a las que nos enfrentamos, ya sean energéticas o climáticas, ya estén relacionadas con la justicia alimentaria o la salud mediambiental, con la simple concurso de los expertos. Desde luego son necesarios, más aún imprescindibles, pero nada podrán lograr sin la complicidad de la ciudadanía. No podemos seguir comportándonos como si las soluciones fueran estrictamente tecnocráticas. Si las hay, han de ser políticas y, muchas, además de democráticas, tienen que ser globales. “
tecnocidanos > ciencia y procomún

António Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Bahia, 17 de junho de 1697) foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus e missionário em terras brasileiras. Defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização. Era por eles chamado de “Paiaçu” (Grande Padre/Pai, em tupi).
António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.

Fonte Wikipédia > António Vieira

(Obrigado, Begonha, por me lembrares a data)

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