Internet e publicidade

17 Dezembro 2008

116px-p2p-network_svg1Tenho muitas dúvidas quanto aos modelos de negócio na Internet (por exemplo, a descarga de conteúdos musicais) baseados na publicidade como alternativa ao moribundo negócio de venda de cópias de plástico, baseado, neste momento, na protecção dos direitos das distribuidoras e de algumas associações de autores e na criminalização de muitos consumidores internautas.
Sempre desconfiei que o negócio da publicidade devia estar sobrevalorado. É uma opinião de leigo, evidentemente, baseada em impressões pessoais. O discurso publicitário clássico (em TV, rádio, imprensa escrita, outdoors, etc.) nunca funcionou comigo (falta saber o que diria Freud, claro): a minha reacção é sempre a do pobre que desconfia quando a esmola é grande.
Mas talvez não esteja muito desencaminhado: Hoje leio, em El Pais (numa notícia que começa com a frase “Apple é das poucas multinacionais que se pode dar ao luxo de não gastar um euro em publicidade”) que a Apple abandona as feiras de informática para se concentrar nas lojas Apple Retail Store (fiquei pasmado quando recentemente visitei uma) e na Web Apple.com para chegar aos seus potenciais clientes.
Eu sei. É publicidade na mesma.  E (ou “mas”) a mim ninguém me pagou por colocar aqui esses links.

ACTUALIZAÇÃO: Claro que, sobre esta questão do abandono das feiras por parte da Apple, há outras leituras: Apple se despide de MacWorld con Phillip Schiller (em Denken Über)

Imagem: P2P-network (da Wikimedia Commons)

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Imagem: Amnistia Internacional (Portugual)

“… la sociedad española en su conjunto no ha juzgado la dictadura de Franco como régimen criminal, en el mismo sentido en el que Alemania condenó el régimen nazi, Suráfrica condenó el apartheid y Estados Unidos condenó la esclavitud y el siglo de segregación que siguió al fin de la esclavitud. ”

Gabriel Jackson: “¿Se puede dar por cerrada la Guerra Civil?“, em El País

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