«Infelizmente as elites culturais e económicas galegas jogam a perder, e apostam por estratégias de resistência estilo Custer. Afinal morrerá a língua, mas “com os socos postos”.»

José Ramom Pichel.

Fonte: Portal Galego da Língua > José Ramom Pichel: «É preciso mais planificadores e estrategas, e mais vendedores do que apaixonados por futuros de conjuntivo»

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Este stio apoia a iniciativa da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas na Galiza
O Parlamento Galego aprovou ontem por unanimidade dirigir-se ao Governo espanhol para, «no prazo mais imediato possível», garantir a recepção das televisões portuguesas na Galiza.

O acordo produziu-se após a proposta apresentada pelo porta-voz do Bloco Nacionalista Galego (BNG) na Câmara.
Foi contestada pelo deputado Francisco Cerviño (PSOE), quem apostou no “isolacionismo” [que defende a consolidação do que hoje poderíamos muito bem chamar de galego-castelhano (norma da Real Academia Galega)], ao defender que «som línguas mui próximas, mas diferentes, sobretudo no aspecto fonético», ao tempo que assegurou perceber melhor o italiano do que o português Lisboeta.
Contudo, Cerviño reconheceu que a chegada das televisões portuguesas à Galiza contribuirá para «evitar a morte da nossa língua, que está gravemente enferma».

Fonte: Portal Galego da Língua > Parlamento aprova solicitar recepçom das televisões portuguesas na Galiza

Site da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas

A propósito da participação, na segunda-feira 07/04/2008, de representantes de algumas instituições galegas na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” ( vd. vídeos em: http://www.agal-gz.org ), alguém me colocou estas duas perguntas:

– Afinal o galego existe ? (desculpe a rudeza da pergunta, mas é

uma pergunta para um linguista….)

– Como interepretar o interesse dos galegos relativamente ao nosso

acordo ortográfico? Considera-se a alternativa de o galego se

aproximar, em termos normativos, do Português?

Vejamos:

Que língua é que falam os galegos?

Dos quase 3 milhões de habitantes (sem contar os galegos emigrados ou na “diáspora”), falam galego (segundo os dados do Instituto Galego de Estatística, para 2001) 2.355.834 de pessoas:

Total: 2.355.834

De 5 a 9 anos: 87.719

De 10 a 14 anos: 108.917

De 15 a 19 anos: 142.588

De 20 a 24 anos: 188.545

De 25 a 29 anos: 192.033

De 30 a 34 anos: 179.427

De 35 a 39 anos: 171.263

De 40 a 44 anos: 171.659

De 45 a 49 anos: 158.098

De 50 a 54 anos: 154.542

De 55 a 59 anos: 151.116

De 60 a 64 anos: 126.022

De 65 e máis anos: 523.905

Fonte: Poboación en vivendas familiares de 5 e máis anos segundo xénero, idade e coñecemento do galego

Bem sei que não se responde à perguna com estes dados, que, aliás, devem ser lidos com muitas reservas. Contudo, há um dado a destacar: a clara perda de novos falantes, como também se pode ver nos seguintes quadros:

IGE (2004) Enquisa de Condicións de Vida das Familias. Coñecemento e uso do galego. Ano 2003. Santiago, Xunta de Galicia.

Fonte: Conselho da Cultura Galega

Outra coisa é responder à pergunta “O que é o galego?” (e aqui já começo a dar resposta à segunda questão que me foi colocada).

Simplificando muito, podemos dizer que há 2 respostas, que se correspondem com os 2 grandes (e antagónicos) projectos de normalização (transformação de uma língua em veículo “normal” de comunicação numa comunidade linguística) e normativização (construção de um padrão culto) existentes na Galiza:

– a autonomista (ou isolacionista), que defende a consolidação do que hoje poderíamos muito bem chamar de galego-castelhano (norma da Real Academia Galega, RAG).

– a reintegracionista (ou lusista) que defende uma norma para o galego que poderíamos chamar de galego-portuguesa (norma da Associaçom Galega da Língua, AGAL), ou, simplesmente, português da Galiza.

Ora bem, foram representantes deste segundo grupo que participaram, na segunda-feira 07/04/2008, na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.

Páginas de interesse:

Língua galega, na Wikipédia portuguesa.

Lingua galega, na Wikipedia galega.

Em breve estará disponível a segunda fase da plataforma de e-learning de Português para nós – Curso de Português Língua Estrangeira/Língua Segunda (vd. aqui mesmo: Português para nós: curso de português on-line)

Haverá actualizações especialmente nos conteúdos lexicais, sócio-culturais e nos exercícios, assim como a definitiva substituição dos áudios “sintetizados” (vozes artificiais) por vozes “humanas”.

As diferentes actividades e exercícios deverão estar terminadas antes do 15 de Junho para poder optar ao diploma da Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza.

Esta mesma Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza, oferecerá uma viagem a Lisboa para duas pessoas, que será sorteada entre os alunos que tenham finalizado com aproveitamento o curso Português para nós (mais informação nas bases do sorteio).

No sábado dia 15 de Março tive a oportunidade de desfrutar de uma visita guiada a alguns dos mais emblemáticos espaços do património histórico da Universidade de Santiago de Compostela:
• Praça de Fonseca;
• Colégio de Fonseca (Fachada, Claustro e Biblioteca América) [já agora, com uma muito interessante (e pelos vistos muito bem sucedida de público) exposição sobre as mobilizações dos estudantes universitários de Compostela em 1968: “Do «Gaudeamus igitur» ao «Venceremos nós». As mobilizacións estudantis do 68 em Compostela”];
• Colégio de S. Jerome (Fachada);
• Igreja da Universidade (Fachada) [aqui também uma interessante exposição: “Dos ábacos aos computadores”];
• Faculdade de Geografía e História (Paraninfo, Sala de leitura e Terraço).

As visitas são acompanhadas por investigadores de Terceiro Ciclo dos departamentos de Historia da Arte e de Geografia.

Quero destacar o excelente trabalho da guia, Elena, que me acompanhou. Interessante, didáctico e muito longe do discurso “enlatado” a que, infelizmente, nos têm habituados este tipo de guias.

Obrigado, Elena e Elias.

Foto: Wikipédia (entrada principal do Colégio de S. Jerome, sede da Reitoria).

ACTUALIZAÇÃO

Corrigem-me, da Universidade de Santiago de Compostela, algumas coisas:
“…os guias som licenciados da USDC, nom necessariamente de História da Arte e que nom estám ligados a esse Departamento, mas à empresa da USC Unixest, a quem a Vice-reitoria da Cultura encomenda a gestom e as pautas e directrizes da visita …”

Marful

7 Março 2008


Marful é uma banda galega composta por Ugía Pedreira, Marcos Teira, Pedro Pascual e Pablo Pascual.

A música de Marful é inspirada na música dos salões de baile anos 30-40, nas bandas de jazz e na música folk.

Publicaram o primeiro disco em 2006.

Obrigado, Chus.

Fonte: Wikipédia

Foto: http://www.marful.info/

Actualização:

Podes ouvir duas amostras (Leverelem e Je suis comme je suis) em http://www.produccionesefimeras.com/

“E, milagres dos milagres, galegos e portugueses dizem uma frase destas: Isso é para comermos, se quiseres. É, gramaticalmente, uma frase única em todo o Universo.

[…] um galego, engenheiro agrónomo viguense, em diálogo com portugueses, escreveu esta frase não menos imortal: «Duas línguas que dizem da mesma maneira ‘Vai pró caralho, filho da puta’ têm necessariamente de ser a mesma».”

Fernando Venâncio: “Carta a Marina por causa do galego – 1”



Vale a pena ler as seis “Cartas a Marina por causa do galego”, publicadas pelo Prof. Fernando Venâncio, no Aspirina B.

Excelente série de textos que ajudam a perceber, deste lado sul do Minho, algumas coisas sobre o galego, o português, o galego-português, a castelhanização recente do galego e a castelhanização (menos recente) do português que, paradoxalmente, os afasta um do outro.

No Portal Galego da Língua podemos encontrar, para além de um bom resumo das 6 “cartas”, os links aos textos originais no Aspirina B e os mesmos textos em formato PDF.

Ligações aos originais (via Portal Galego da Língua):

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