Caminhos sociais

29 Abril 2008

Desire paths” é um grupo de Flickr dedicado a recolher fotografias de caminhos, passeios, etc. que, ao serem concebidos (ou apenas construídos), não foram tomadas em conta as necessidades dos seus usuários.

via: Blog de Usolab > Caminos sociales

fotografia: Divergent Paths > iirraa

«Me pasma el papanatismo que se extiende por el mundo culinario. Si te sirven media docena de ostras del copetín, frescas como una lechuga y recién llegadas de Arcade, te han colocado una vulgaridad. Pero si escogen sólo una ostra de dudoso origen, la flambean lentamente con un poco de jerez y te la colocan en un plato enorme con un par de churretes de zanahoria caramelizada y polvo de maíz ligeramente tostado, tienes que derretirte en el acto entre exclamaciones de éxtasis.»

Javier Ortiz > El dedo en la llaga > La nueva cocina

Quinta-feira, dia 24 de Abril, na Livraria 100ª Página, em Braga, será feita a apresentação do livro NARRANDO O PÓS-MODERNO: REESCRITAS, RE-VISÕES, ADAPTAÇÕES, de Ana Gabriela Macedo.
A apresentação estará a cargo de Carlos Mendes de Sousa.
Serão feitas leituras pelo Sindicato da Poesia assim como uma mostra/venda das publicações editadas pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho.


Hoje, terça-feira, a partir das 21h30, no Belém Bar Café (junto ao Museu da Electricidade, em Lisboa), apresentação da nova revista LER.

via: LERBLOG


II Jornadas de Estudos Espanhóis e Hispano-Americanos. El español entre lo uno y lo diverso.

Universidade do Minho
Campus de Gualtar
Complexo Pedagógico II, Anfiteatro B2
quarta-feira, 16-04-2008 e quinta-feira, 17-04-2008

A Secção de Estudos Espanhóis e Hispano-Americanos do Instituto de Letras e Ciências Humanas pretende com estas II Jornadas focar a diversidade da língua espanhola, bem como reflectir sobre o modo de perspectivar esta diversidade desde a prática pedagógica e a investigação em lexicografia e em tradução.

Fonte: Portal de Comunicação da Universidade do Minho

Livros vs. ecrã

13 Abril 2008

«…A leitura no ecrã é fragmentada, segmentada e fragmentária uma vez que todos os textos electrónicos, seja qual for o seu género, se tornam bancos de dados de onde se extraem fragmentos sem remeter este fragmento para a totalidade da que foi extraído. A partir de este momento pode ver-se no funcionamento dos bancos de dados que as pessoas extraem informação sem se preocupar por esta totalidade de onde procede.»

Fonte: Roger Chartier “La utopía de la biblioteca universal es posible” (entrevistado por en Carlos Suboskyvia para Clarín.com)

via: El futuro del libro > Chartier: la utopía de la biblioteca universal es posible

«Infelizmente as elites culturais e económicas galegas jogam a perder, e apostam por estratégias de resistência estilo Custer. Afinal morrerá a língua, mas “com os socos postos”.»

José Ramom Pichel.

Fonte: Portal Galego da Língua > José Ramom Pichel: «É preciso mais planificadores e estrategas, e mais vendedores do que apaixonados por futuros de conjuntivo»

Este stio apoia a iniciativa da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas na Galiza
O Parlamento Galego aprovou ontem por unanimidade dirigir-se ao Governo espanhol para, «no prazo mais imediato possível», garantir a recepção das televisões portuguesas na Galiza.

O acordo produziu-se após a proposta apresentada pelo porta-voz do Bloco Nacionalista Galego (BNG) na Câmara.
Foi contestada pelo deputado Francisco Cerviño (PSOE), quem apostou no “isolacionismo” [que defende a consolidação do que hoje poderíamos muito bem chamar de galego-castelhano (norma da Real Academia Galega)], ao defender que «som línguas mui próximas, mas diferentes, sobretudo no aspecto fonético», ao tempo que assegurou perceber melhor o italiano do que o português Lisboeta.
Contudo, Cerviño reconheceu que a chegada das televisões portuguesas à Galiza contribuirá para «evitar a morte da nossa língua, que está gravemente enferma».

Fonte: Portal Galego da Língua > Parlamento aprova solicitar recepçom das televisões portuguesas na Galiza

Site da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas

A propósito da participação, na segunda-feira 07/04/2008, de representantes de algumas instituições galegas na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” ( vd. vídeos em: http://www.agal-gz.org ), alguém me colocou estas duas perguntas:

– Afinal o galego existe ? (desculpe a rudeza da pergunta, mas é

uma pergunta para um linguista….)

– Como interepretar o interesse dos galegos relativamente ao nosso

acordo ortográfico? Considera-se a alternativa de o galego se

aproximar, em termos normativos, do Português?

Vejamos:

Que língua é que falam os galegos?

Dos quase 3 milhões de habitantes (sem contar os galegos emigrados ou na “diáspora”), falam galego (segundo os dados do Instituto Galego de Estatística, para 2001) 2.355.834 de pessoas:

Total: 2.355.834

De 5 a 9 anos: 87.719

De 10 a 14 anos: 108.917

De 15 a 19 anos: 142.588

De 20 a 24 anos: 188.545

De 25 a 29 anos: 192.033

De 30 a 34 anos: 179.427

De 35 a 39 anos: 171.263

De 40 a 44 anos: 171.659

De 45 a 49 anos: 158.098

De 50 a 54 anos: 154.542

De 55 a 59 anos: 151.116

De 60 a 64 anos: 126.022

De 65 e máis anos: 523.905

Fonte: Poboación en vivendas familiares de 5 e máis anos segundo xénero, idade e coñecemento do galego

Bem sei que não se responde à perguna com estes dados, que, aliás, devem ser lidos com muitas reservas. Contudo, há um dado a destacar: a clara perda de novos falantes, como também se pode ver nos seguintes quadros:

IGE (2004) Enquisa de Condicións de Vida das Familias. Coñecemento e uso do galego. Ano 2003. Santiago, Xunta de Galicia.

Fonte: Conselho da Cultura Galega

Outra coisa é responder à pergunta “O que é o galego?” (e aqui já começo a dar resposta à segunda questão que me foi colocada).

Simplificando muito, podemos dizer que há 2 respostas, que se correspondem com os 2 grandes (e antagónicos) projectos de normalização (transformação de uma língua em veículo “normal” de comunicação numa comunidade linguística) e normativização (construção de um padrão culto) existentes na Galiza:

– a autonomista (ou isolacionista), que defende a consolidação do que hoje poderíamos muito bem chamar de galego-castelhano (norma da Real Academia Galega, RAG).

– a reintegracionista (ou lusista) que defende uma norma para o galego que poderíamos chamar de galego-portuguesa (norma da Associaçom Galega da Língua, AGAL), ou, simplesmente, português da Galiza.

Ora bem, foram representantes deste segundo grupo que participaram, na segunda-feira 07/04/2008, na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.

Páginas de interesse:

Língua galega, na Wikipédia portuguesa.

Lingua galega, na Wikipedia galega.

Em breve estará disponível a segunda fase da plataforma de e-learning de Português para nós – Curso de Português Língua Estrangeira/Língua Segunda (vd. aqui mesmo: Português para nós: curso de português on-line)

Haverá actualizações especialmente nos conteúdos lexicais, sócio-culturais e nos exercícios, assim como a definitiva substituição dos áudios “sintetizados” (vozes artificiais) por vozes “humanas”.

As diferentes actividades e exercícios deverão estar terminadas antes do 15 de Junho para poder optar ao diploma da Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza.

Esta mesma Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza, oferecerá uma viagem a Lisboa para duas pessoas, que será sorteada entre os alunos que tenham finalizado com aproveitamento o curso Português para nós (mais informação nas bases do sorteio).

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