Estou a pensar alterar o modelo e integrar num único sítio blogue, wiki, plataformas de e-learning, etc. Isto poderá supor ter de abandonar a plataforma blogger e mudar para um um sistema de gerência de conteúdos, como o wordpress, ou manter o blogue no blogger, mas integrando-o no novo sítio.

Manual de Moodle

6 Maio 2008

Anibal de la Torre oferece-nos um manual de Moodle (versão 1.8), plataforma de e-learning livre (em que também publicámos o curso Português para nós).

Todo o material está elaborado sob licença Creative Commons.

imagem: http://moodle.org/

Caminhos sociais

29 Abril 2008

Desire paths” é um grupo de Flickr dedicado a recolher fotografias de caminhos, passeios, etc. que, ao serem concebidos (ou apenas construídos), não foram tomadas em conta as necessidades dos seus usuários.

via: Blog de Usolab > Caminos sociales

fotografia: Divergent Paths > iirraa

«Although traditionally dictionaries have attempted to explain the usage of language through accurate definitions curated by professional lexicographers, the interactive nature of the Internet has made room for a new linguistic tool: user-generated dictionaries. Online user-generated dictionaries, such as the Urban Dictionary (www.urbandictionary.com), depart from the established role of the dictionary as a repository of authoritative information to act as a forum for users to explore the social uses of language, make commentary on cultural trends, and respond to the definitions created by others. And there is no vocabulary better than slang to inspire a host of creative definitions. Colloquialisms and slang provide an ideal example of the mutability of the English language and are exemplary of the manner in which speakers of a language change it to suit their needs.»

em: think-u-bator > The Forefront of Lexicography: User-Generated Dictionaries

via: omnis persuasio carcer est > Dicionários criados pelo usuário

«Me pasma el papanatismo que se extiende por el mundo culinario. Si te sirven media docena de ostras del copetín, frescas como una lechuga y recién llegadas de Arcade, te han colocado una vulgaridad. Pero si escogen sólo una ostra de dudoso origen, la flambean lentamente con un poco de jerez y te la colocan en un plato enorme con un par de churretes de zanahoria caramelizada y polvo de maíz ligeramente tostado, tienes que derretirte en el acto entre exclamaciones de éxtasis.»

Javier Ortiz > El dedo en la llaga > La nueva cocina


Hoje, terça-feira, a partir das 21h30, no Belém Bar Café (junto ao Museu da Electricidade, em Lisboa), apresentação da nova revista LER.

via: LERBLOG

Em breve estará disponível a segunda fase da plataforma de e-learning de Português para nós – Curso de Português Língua Estrangeira/Língua Segunda (vd. aqui mesmo: Português para nós: curso de português on-line)

Haverá actualizações especialmente nos conteúdos lexicais, sócio-culturais e nos exercícios, assim como a definitiva substituição dos áudios “sintetizados” (vozes artificiais) por vozes “humanas”.

As diferentes actividades e exercícios deverão estar terminadas antes do 15 de Junho para poder optar ao diploma da Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza.

Esta mesma Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza, oferecerá uma viagem a Lisboa para duas pessoas, que será sorteada entre os alunos que tenham finalizado com aproveitamento o curso Português para nós (mais informação nas bases do sorteio).

Os utilizadores de Windows ou Mac já podem usar (por enquanto, ainda está em fase de provas) o reprodutor de música Amarok (a notícia já é de Janeiro, mas escapou-me).
Como já escrevi (há quase um ano), com o Amarok posso:

1. Transferir automaticamente capas dos discos (da Amazon)
2. Transferir as letras das músicas
3. Ver informação da Wikipédia sobre o autor no próprio Amarok
4. Criar vários tipos de listas de reprodução
5. Gerir os meus podcast
6. Ligar um leitor de MP3 (incluído o iPod)
7. Usar o português como língua de interface
8. Aceder a last.fm
9. etc., etc.

O suporte para last.fm permite partilhar gostos musicais com outras pessoas na net:

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“Não estava com muita predisposição na sexta-feira passada para submeter-me a uma sessão de adoutrinamento religioso, especialmente porque tinha ficado cansado de procurar com uma mão uma emissora que não me falasse de devoções e procissões enquanto tentava fixar com a outra o ponto preciso de cozedura dos “calamares en su tinta”.
Estava nisso quando dei com um sermão do bispo emérito de Pamplona, a quem chamaram “das sete palavras” com óbvia falsidad, como demonstrou a sua duração.
O bispo, que parecia bastante chateado (em alguma coisa tínhamos que coincidir), dedicou o grosso do seu comício a pôr Jesuscristo como exemplo de bem morrer. “Sem cuidados paliativos”, disse várias vezes, não vá alguém despistar-se e não lhe apanhar a intenção.
Eu sei que a minha vocação cartesiana casa mal com a metafísica teologal, mas, uma vez que o bispo emérito parecia apelar ao meu raciocínio, pus-me logo a raciocinar. E perguntei-me bastantes coisas (sem perder de vista os calamares, claro). Por exemplo: Como é que este bispo sabe que Jesuscristo, se é que existiu mesmo e morreu como a sua Igreja pretende, sofreu muito? Não está a ver que era Deus, e que isso condiciona tudo? Podia modular à vontade o grau do seu sofrimento. Além disso: É lícito julgar o seu comportamiento como se fosse um homem qualquer e não uma entidade que sabia que podia morrer e ressuscitar todas as vezes que lhe desse na gana? Para além de que, sendo Deus e não podendo escolher não morrer, em que medida a sua decisão de sujeitar-se à crucificação não teve aquele seu de suicídio, por mais que soubesse que não podia morrer, porque era (é) eterno? E, já para concluir (embora pudesse seguir até ao infinito com esta colecção de contra-sensos conceptuais), Que classe de cuidados paliativos necessita quem apenas sofre o que Ele mesmo escolheu sofrer?
Fazem batota. Quem decidiu acreditar no sobrenatural deve sujeitar-se ao específico do universo mental que escolheu: não pode pretender que Deus fuja às nossas leis físicas e, ao mesmo tempo, antropomorfizá-lo quando lhe dá na real gana.
Resumindo: se Deus existisse, não seria todo-poderoso. Pelo menos faltar-lhe-ia uma coisa: seria incapaz de não ser Deus.”

De Javier Ortiz, no Público (24 de Março de 2008) > El dedo en la llaga> La impotencia de Dios
(tradução minha)

“E, milagres dos milagres, galegos e portugueses dizem uma frase destas: Isso é para comermos, se quiseres. É, gramaticalmente, uma frase única em todo o Universo.

[…] um galego, engenheiro agrónomo viguense, em diálogo com portugueses, escreveu esta frase não menos imortal: «Duas línguas que dizem da mesma maneira ‘Vai pró caralho, filho da puta’ têm necessariamente de ser a mesma».”

Fernando Venâncio: “Carta a Marina por causa do galego – 1”



Vale a pena ler as seis “Cartas a Marina por causa do galego”, publicadas pelo Prof. Fernando Venâncio, no Aspirina B.

Excelente série de textos que ajudam a perceber, deste lado sul do Minho, algumas coisas sobre o galego, o português, o galego-português, a castelhanização recente do galego e a castelhanização (menos recente) do português que, paradoxalmente, os afasta um do outro.

No Portal Galego da Língua podemos encontrar, para além de um bom resumo das 6 “cartas”, os links aos textos originais no Aspirina B e os mesmos textos em formato PDF.

Ligações aos originais (via Portal Galego da Língua):

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