anticonstitucionalissimamente

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Grafíti nas ruas de Braga (novembro 2013)

“A crise sociolinguística na Galiza e nos mercados linguísticos”
Celso Álvarez Cáccamo (Universidade da Coruña)

Universidade do Minho
Instituto de Letras e Ciências Humanas
Braga – Portugal

31 de Maio às 16 h
(sala 1005)

Organiza:
Centro de Estudos Galegos (Universidade Do Minho)

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“La persistencia en esquemas anticuados y superados genera un problema doble: por un lado, las empresas que los practican obtienen a cambio un nivel de motivación menor y un trabajo desarrollado de manera más mecanicista, menos orientado a objetivos, porque el objetivo pasa a ser “cumplir las horas”, frente a optimizar el resultado del trabajo realizado. Por otro lado, las empresas se convierten en menos atractivas para trabajadores que valoran la flexibilidad y el compromiso en función de la motivación personal, lo que puede aparejar problemas a la hora de atraer y retener talento. Los tiempos de desplazamiento estandarizados y coincidentes con horas punta de tráfico, y la falta de confianza y flexibilidad son factores adicionales a tener en cuenta en este sentido.”

Enrique Dans:  Los horarios de trabajo en la era de la ubicuidad

República Espanhola

14 Abril 2013

É uma questão de “ir irndo…”

A Segunda República Espanhola foi proclamada a 14 de abril de 1931 na sequência da vitória republicana nas eleições municipais de 12 de abril.

Imagem: Wikipédia: Segunda República Espanhola

O “instante” em que Adolfo Suárez (primeiro-ministro demissionário), o general Gutiérrez Mellado (vice-primeiro-ministro) e Santiago Carrillo (secretário-geral do PCE) decidem não obedecer à ordem de atirar-se ao chão dada pelo golpista Tejero (“todos al suelo”) entre disparos dos “guardias civiles” que acabavam de irromper no Congreso de los Diputados (Assembleia da República) no momento em que se votava a investidura do primeiro-ministro, que iria substituir Adolfo Suarez.

Lembro-me como se tivesse sido ontem.

É esse o momento e o prisma a partir do qual de Javier Cercas nos apresenta aquela época  de Espanha (a chamada “transición”), em Anatomía de un Instante,   Premio Nacional de Narativa espanhol de 2010.

Obrigado, Fernando Venâncio, por mo lembrar.

As cigarras do Sul

14 Junho 2012

“… O euro, na prática, foi criado em 1999. Naquele ano, a Alemanha era o terceiro país com mais déficit em conta corrente, e também em 2000. Desde 1991 que não tinha baixado do quinto lugar. Até 1998, nem a Espanha nem a Itália, nem a Grécia estavam entre os países com  maior déficit. Com a introdução do euro, a Alemanha passou a ter um superavit (e a personificar as virtudes do trabalho bem feito), enquanto o Arco Mediterrânico passava a registar grandes desequilíbrios comerciais, que deverão ser compensados com entradas de capital (…).

Por outras palavras, o desequilíbrio Norte-Sul que está a sufocar a Europa não parece apenas uma questão de estrutura económica, produtividade e competitividade (fatores que, em qualquer caso, não devemos ignorar). Ou uma questão de vadios contra trabalhadores. Salvo que qualquer coisa, um vírus estranho, tivesse invertido a estrutura económica e disponibilidade para trabalhar em toda a Europa lá por volta do ano 2000. A outra possibilidade é que uma exigente taxa de câmbio do euro (muito forte em relação ao dólar), combinada com uma política monetária pouco restritiva (quem te viu e quem te vê, BCE) motivasse nos países do Sul da Europa, menos competitivos nas exportações, uma mudança no perfil de crescimento, que passou a centrar-se no consumo e no crédito. Algo que a Alemanha aproveitou para fazer aumentar as suas exportações dentro da Europa. E, como o dinheiro que entra deve sair, foi a Alemanha que emprestou capital para alimentar a máquina creditícia do Sul da Europa.”

Nuño Rodrigo: Blog Lealtad, 1. > Españoles vagos, alemanes trabajadores… ¿seguro? (8 de novembro de 2011)

Morgana em Esmelhe

3 Junho 2012

Acabo de ler o novo romance de Begoña Caamaño, Morgana en Esmelle (Vigo, 2012).

Um hino contra a ambição, a soberba, a intriga, a vaidade.

Que prazer cúmplice encontrar nas tuas páginas a também minha admirada Adriana Calcanhotto!

Obrigado, Begonha

Álvaro (Felipe de Amância)

Das memórias de Felipe de Amância
UMA LEMBRANÇA DE ESMELHE

Agora que o meu senhor Dom Merlim dorme plácido a carão da sua ciência e dos seus sete saberes, e quando ainda mantenho nítidas as lembranças, é, se quadra, o momento de falar por fim do acontecido há já tanto tempo em Miranda e do que sempre se me proibiu falar. Não creio que o meu relato possa já produzir mal nenhum ao meu amo. Tão profundo é o seu sono que ninguém de entre nós sabe ao certo se é morte ou repouso, pois, cada dia que passa, os seus brancos cabelos misturam-se mais com a geada pousada na carriça do velho carvalho ao que se arrimou quando decidiu retirar-se a descansar. E ele é cada vez mais difícil atinar onde acaba o humano cabelo e onde começa o arbóreo caroujo”

Begoña Caamaño, Morgana en Esmelhe: primeiras linhas do romance (com uma pequena “adaptação gráfica”)



Imagem: Blog Editorial GalaxiaMorgana en Esmelle

Férias e feriados no mundo (número de dias por ano)
Fonte: Expresso: Saiba a posição de Portugal no ranking de férias e feriados

A Segunda República Espanhola foi proclamada a 14 de Abril de 1931 na sequência da vitória republicana nas eleições municipais de 12 de Abril.

Imagem: WikipédiaSegunda República Espanhola

República

A ver: ¿qué día es hoy? Si alguno de mis improbables lectores pensaba que este 14 de abril me iba a ir de rositas (rojas) estaba equivocado. Tranquilos: aunque mi memoria, como decía Baltasar Gracián (el más contemporáneo de nuestros pensadores pesimistas), “es villana para faltar cuanto más se ha menester y necia para acudir cuando no convendría”, ahora regresa para recordarme aquella fecha y la causa a cuya creciente popularidad tanto ha contribuido el señor Urdangarin, a quien deberían premiarse sus inestimables servicios con una escarapela tricolor. En cuanto a los nuevos libros sobre aquel periodo me limito a recomendarles uno fundamental para comprender el paradójico desinterés que la República encontró en los medios oficiales de Estados Unidos del progresista Roosevelt: Miedo a la democracia (Crítica), de Aurora Bosch, subtitulado ‘Estados Unidos ante la Segunda República y la guerra civil española’. Aquella indiferencia, trufada de miedo a la bolchevización de la Península, se concretó durante la Guerra Civil en un embargo que perjudicó gravemente al Gobierno de la República, justo en el momento en que importantes compañías estadounidenses, como Texaco, Ford o General Motors, se posicionaban encantadas al lado de Franco, quizás el dictador con más potra del siglo XX (y quede claro que no empleo el término en su acepción de “hernia en el escroto”).”
Manuel Rodíguez Rivero:  Lecturas santas y otras que no lo son,  El País.


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