“Se quiser ser novamente levada a sério, a esquerda tem de encontrar uma voz. Há imenso com que estar zangado: desigualdades crescentes de riqueza e oportunidade; injustiças de classe e de casta; exploração económica interna e no estrangeiro; corrupção, dinheiro e privilégio a obstruirem [sic] as artérias da democracia. Mas já não bastará identificar os defeitos do ‘sistema’ e bater em retirada, ao género de Pilatos: indiferente às consequências. O exibicionismo retórico irresponsável das décadas passadas não foi muito útil à esquerda.”
Tony Judt (2010) Um Tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos. Lisboa, Edições 70, pág. 23.

Já agora: alguém me pode dizer se este texto na sua versão original (ou numa outra tradução) “flui” tão mal como na versão portuguesa? Só eu é que senti isso?

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