Livros vs. ecrã

13 Abril 2008

«…A leitura no ecrã é fragmentada, segmentada e fragmentária uma vez que todos os textos electrónicos, seja qual for o seu género, se tornam bancos de dados de onde se extraem fragmentos sem remeter este fragmento para a totalidade da que foi extraído. A partir de este momento pode ver-se no funcionamento dos bancos de dados que as pessoas extraem informação sem se preocupar por esta totalidade de onde procede.»

Fonte: Roger Chartier “La utopía de la biblioteca universal es posible” (entrevistado por en Carlos Suboskyvia para Clarín.com)

via: El futuro del libro > Chartier: la utopía de la biblioteca universal es posible

Anúncios

6 Responses to “Livros vs. ecrã”

  1. Patrícia França Says:

    Alguém tem de defender os interesses económicos das grandes corporações! :). Pelos visto estão em crise!

    Mas Roger Cartier é muito honesto quando fala da transfiguração do leitor. Diz Roger Cartier na entrevista:
    “También es un problema tradicional planteado por los editores de libros que se quejan de la dificultad cada vez más grande para asegurar la difusión de los libros que publican.”
    Mas que melhor meio de difusão do próprio livro do que a rede?

  2. Patrícia França Says:

    Ups! É Roger Chartier, não Cartier!

  3. Álvaro Says:

    Interessou-me apenas a questão “técnica” da coisa (a leitura segmentada e “fragmentadora”).
    Mas a Patrícia não me deixa baixar a guarda.

  4. Patrícia França Says:

    Eu sei. Achei apenas que nesse ponto a crítica de Chartier não faz muito sentido. Isto porque não pode ser feita exclusivamente ao formato digital. Essa fragmentação tanto pode ser feita no livro como no ecrã (apenas que no ecrã é mais flagrante).
    É a questão do contexto. Mas também aí depende do que queremos fazer com o texto que temos. Se há finalidades onde o contexto tem uma importância fundamental, há outros fins, no entanto, para os quais ele, e custa-me dizer isto, é insignificante. E um leitor informado sabe perfeitamente encontrar o contexto se assim o desejar; ele não está perdido, mesmo que o tenhamos de encontrar… nos livros!!

  5. Álvaro Says:

    Não concordo totalmente. O efeito “fragmentador” é maior no ecrã (é maior na Internet). Gostaria que não fosse assim, mas é. Será apenas um problema de “suporte”? Não sei.

  6. Patrícia França Says:

    Não creio que o problema esteja no suporte.


Os comentários estão fechados.

%d bloggers like this: