O conceito colocação é utilizado em linguística com dois sentidos diferentes:
a) combinação frequente, preferencial ou usual de palavras (nomeadamente substantivo + adjectivo e verbo + substantivo); ou
b) combinação aparentemente livre de palavras, gerada a partir das regras da língua, mas onde actua qualquer tipo de restrição lexical determinada pela norma.
Na primeira acepção, o termo foi usado pela primeira vez por J. R. Firth em 1957 e é usado frequentemente na lexicologia inglesa de Halliday. Designa combinações frequentes de unidades lexicais fixadas na norma ou uma combinação de palavras que se distingue pela sua alta frequência de uso, como desejar ardentemente, etc., o que motiva que este tipo de construções seja catalogado como sendo unidades semi-idiomáticas.
Na segunda acepção, uma colocação (ou semi-frasema) AB (ódio mortal, amor cego, por exemplo) é uma combinação de duas ou mais palavras A (ódio, amor) e B (mortal, cego), cujo significado inclui o significado da palavra A (‘ódio‘, ‘amor‘) mais um significado ‘C’. O novo significado da combinação é ‘A + C’ (e não ‘A + B’), de tal maneira que a palavra B (mortal, cego) exprime ‘C’ (‘intenso’) e não ‘B’ (‘que causa ou pode causar a morte’). Este termo B não é seleccionado livremente: *ódio cego, *amor mortal, *amor letal, *felicidade mortal.

Referências bibliográficas
ALONSO RAMOS, M. (1993) Las Funciones Léxicas en el modelo lexicográfico de I. Mel’čuk (tese de doutoramento). Madrid: UNED.
EVERAERT, M; E.J.VAN DER LINDEN; A. SCHEAK; R. SCHZENDER (eds.)(1995): Idioms: Structural and Psychological Perspectives. Hillsdale-New Jersey Hove-U.K.: Lawrence Erlbaum Associates;
ISBN 0-8058-1505-8.
MEL’ČUK, I. A.(1995): “Phrasemes in Language and Phraseology in Linguistics”, em EVERAERT (et al.) (eds.) (1995), 167-232.
MEL’ČUK, I. A.; A. CLAS; A. POLGUÈRE (1995): Introduction à la Lexicologie Explicative et Combinatoire. Louvain-la-Neuve: Duculot;
ISBN 2-8011-1106-6.
Categorias: Lexicologia Lexicografia

Wikipédia: Colocação

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Leio no Jornal de Negócios de hoje (nº 1135):

“$99 Petróleo perto dos 100 dólares. Portugueses gastam mais €48 em gasolina este ano. Há um ano, um depósito de gasolina levava um bragantino a Faro. Hoje deixa-o apeado em Beja.”

Será que, para além de subir o preço, baixou a qualidade da gasolina? Se um depósito agora não dá para ir de Braga a Faro…

«O poder do Rei
Após [a tentativa de golpe de estado de 23-F de 1981], Juan Carlos I converteu-se num rei taumaturgo e ao abrigo de qualquer crítica. Os últimos actos fizeram com que a auréola mítica se desvanecesse, talvez porque já deu tudo o que tinha a dar.

Em qualquer caso, o último “acto do Rei” terá ao menos uma virtude. Perante a provocação de um chefe de Estado que, muito provavelmente, pretendia minar os fundamentos desta espécie de Commonwealth de países ibero-americanos reunidos una vez por ano, Juan Carlos I comporta-se, em todos os possíveis sentidos da expressão, como um Bourbon, digno herdeiro do seu avô. Nesta recuperação da tradição esfuma-se ou desvela-se a auréola mítica que escondia a mais valiosa reserva do seu poder: a de actuar, e viver, para além da crítica. A partir de agora, terá que, como o seu avô, aceitar as coisas como são, o que, vendo o que acontece com a Coroa britânica, também não é para ficar desesperado, embora aqui falemos outra língua, o espanhol, em que se começa por tutear mas nunca se sabe onde é que se acaba.»

Santos Juliá, El País (17/11/2007)

fonte: El.pais.com > El poder del Rey
(tradução minha)
(via menéame )

"O sorriso de Daniel"

19 Novembro 2007

Amanhã, dia 20 de Novembro, às 18 horas, será inaugurada a exposição “O sorriso de Daniel” (Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho, Braga)

“O sorriso de Daniel é uma exposição promovida pelo Conselho da Cultura Galega, instituição responsável pela projecção, no exterior, da cultura galega.
A proposta parte da figura do profeta Daniel representado no Pórtico da Glória da catedral de Santiago de Compostela, o primeiro sorriso esculpido em pedra na Europa medieval. A narração expositiva avança até outro Daniel, o polifacético intelectual galego Daniel Castelao, exemplo notório do esforço na construção da identidade cultural e política da Galiza no século XX.

A exposição apresenta-se em cinco blocos temáticos:
– O espaço físico e humano.
– A evolução histórica, linguística e literária.
– A cultura tradicional.
– As novas realidades económicas e institucionais.
– A Galiza como espaço de mestiçagem cultural e o Caminho de Santiago.”

Fonte:
Universidade do Minho
Instituto de Letras e Ciências Humanas
Professor Carlos Pazos Justo
Telef.: 253 60 52 05
E-mail: carlospazos@ilch.uminho.pt

os novos conquistadores

16 Novembro 2007

«…lo que más molestó al Rey no fue ese apunte (total, un bombardeo más o menos), sino que Ortega subrayara las prácticas abusivas, de auténtico expolio, que está utilizando en Nicaragua una compañía eléctrica española, Unión Fenosa.

Unión Fenosa forma parte de lo que en América Latina llaman, muy gráficamente, “los nuevos conquistadores”.»

Público > El dedo en la llaga. El día a día de Javier Ortiz > Hágase la luz

revista de imprensa

15 Novembro 2007

Juan Carlos manda calar Hugo Chávez
Chávez questiona Juan Carlos sobre golpe de Estado na Venezuela
Chávez sobe o tom e exige desculpas do rei da Espanha
“Ninguém pode impedir latino-americanos de falarem”, diz Chávez
Chavez ameaça empresas espanholas na Venezuela em plena crise
Chávez ordena “revisão” em relações com Espanha e vigiar empresas espanholas.

A Casa Real espanhola anunciou a separação temporária da Infanta Helena e de Jaime de Marichalar

será que…?

Actualização: El Imperio chino levanta las restricciones a la importación del porcino español, durante la reunión mantenida con el Rey en Pekín…

Actualização 2: Foto do presunto promovido pela casa real espanhola na China (obrigado, Xandra):


Actualização 3: A foto circula na Internet. Alguém sabe o nome do autor ou fonte original?

será que…?

14 Novembro 2007

“Governo admite privatizar Estradas de Portugal
A hipótese consta do preâmbulo do decreto-lei que institui as bases do contrato de concessão para a gestão da rede rodoviária nacional até 2099.”
Expresso

“Tribunal de Contas fala em situação «preocupante»
O Tribunal de Contas classificou de «preocupante» a situação económica da empresa Estradas de Portugal. O órgão fiscalizador das contas públicas lembrou que a empresa não teve qualquer actividade geradora de lucros entre 2004 e 2006.”
TSF online

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