e-learning

7 Novembro 2007

Duas notas sobre a minha experiência com plataformas de e-learning nos últimos 3 anos:

A primeira é sobre os conteúdos. Para que as plataformas de e-learning possam ser mais do que meros repositórios de informação em formato digital, é necessário não apenas investir nas tecnologias, mas também nos conteúdos, assim como exercícios, trabalhos e outros elementos de avaliação que ultrapassem a concepção da mesma como simples “sebenta electrónica”. A criação ou adaptação de tais conteúdos e exercícios levanta problemas como a questão dos direitos de autor e desafios como a questão da possibilidade de reutilização dos mesmos.

A segunda nota tem a ver com as dúvidas levantadas quanto ao investimento em determinadas infra-estruturas (tecnologia, software, etc.) e a sua utilização sistemática. Enrique Dans, num post sobre a sua intervenção no Foro Internacional de Contenidos Digitales, exprime-o muito bem (a tradução é minha):

“… Falei de como as plataformas de online learning tornam-se cada vez más pequenas e limitadas nas suas funções e de como me surpreendo cada vez mais vezes recorrendo a ferramentas exteriores às mesmas, com a finalidade de dispor de melhores funcionalidades, mas também de não reinventar a roda, ou até de proporcionar vantagens aos alunos uma vez que os estimula no uso de ferramentas reais que existem na rede de maneira independente. Por muito boa e aberta que seja una plataforma de ensino online, acho que se chega a um ponto em que o valor que oferece como integrador de look & feel ou de centralizador da actividade docente num mesmo ambiente deixa de ser interessante, e os alunos estão melhor servidos utilizando ferramentas independentes que coordenam à sua vontade com um esquema de loose coupling, de integração difusa.”

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