O dicionário Google

2 Novembro 2007

Há já algum tempo que penso que a chave para sair do impasse em que a tradução automática se encontra (e, em geral, para o processamento da linguagem natural) não está nos métodos baseados em regras, mas em métodos como a memória de tradução, a tradução por exemplos, o cálculo de probabilidades, etc. (ou melhor: na combinação de ambos).
É óbvio que Google tem todos os trunfos para vir a ser o mais potente tradutor automático.

Não conhecia a ferramenta “Dicionário” no Tradutor Google, onde podemos encontrar alguns equivalentes de palavras para o inglês, francês, alemão, coreano, espanhol e o italiano (é pena não termos o português neste grupo de línguas).
O resultado que nos devolve é interessante, nomeadamente pelo número e o tipo de combinações lexicais oferecidas. É que nesses novos modelos, menos formalistas ou simbólicos, impõem-se de maneira especial a memória e as relações associativas e contextuais, principalmente no que se refere à inventariação do significado linguístico e do conhecimento enciclopédico (que alguns chamariam de extralinguístico).
Esse tipo de informação é fundamental num dicionário bilingue, de maneira especial quando orientado para a codificação ou produção textual (mas também para a descodificação).
Será que também virá das mãos de Google esse dicionário bilingue?
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