Jornalismo e Internet

30 Setembro 2007

Leio em ElPaís.com , num artigo (Los periódicos miran hacia Internet ) sobre um debate protagonizado por Alan Rusbridger, director do diário britânico The Guardian, e Javier Moreno, director do diário espanhol El País, sobre o futuro do jornalismo:

«Internet pode armazenar perfis e gostos dos usuários. Isso permite oferecer-lhes um produto consoante as suas preferências. Mas para Moreno essa adaptação supõe um risco. “O jornal ganharia um sentido diferente, mas é perigoso. Destruiria um espaço comum. Agora o leitor descobre qualquer coisa que não pensava que estivesse aí. Quebrar isso, acabar com esse factor surpresa é arriscado, não para os jornais, que fariam mais negocio, mas para a sociedade”.»

Não posso estar mais em desacordo com isso. “Para muestra un botón”, como se diria em espanhol:
Com o leitor de música Amarok (vd o meu post de 12 de Julho) e o last.fm , por exemplo, posso partilhar gostos musicais com outras pessoas na Net e ao mesmo tempo descobrir “coisas que não sabia que estivessem aí”, para usar as palavras de Moreno. O mesmo acontece com as notícias, opiniões, blogues, etc., etiquetados por sei lá quantos usuários de Internet. É a Web 2.0., é mais um “espaço público de discussão em que a democracia se baseia”.

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