“Público”, um novo jornal espanhol

23 Setembro 2007

“…la prensa del siglo XXI debe abandonar esa voluntad enciclopédica y ofrecer más interpretación y selección de información al lector en lugar de ahogarle en teletipos. Hoy sobran noticias, lo que falta es criterio.”
Ignacio Escolar, Todo lo que siempre quiso saber sobre Público, em Escolar.net.

Esta semana (na quarta, dia 26) sai à luz “Público”, um novo jornal espanhol

  • sem editoriais, porque “uma sociedade anónima não pode ter opinião sobre nada. As opiniões são das pessoas físicas, não das pessoas jurídicas, que –mais do que opiniões- têm é interesses.”;

  • com “uma secção de Ciências de seis páginas diárias com páginas exclusivas para tecnologia, saúde, inovação e meio-ambiente.” Falarão “de Astronomia, não de astrologia”;

  • com uma web (www.publico.es) que “será completamente gratuita”;

  • com uma licença Creative Commons (salvo para as fotos de agência e os materiais dos colaboradores externos);

  • com publicidade que ocupará à volta de 20%, sem anúncios de prostituição porque “não queremos ser cúmplices dessa forma de escravidão.”;

  • com contratos indefinidos, com vencimentos bastante mais altos do que os mínimos que estabelece o contrato colectivo e sem bolseiros a fazer o trabalho de um contratado”;

  • sem temas tabu (como a questão republicana ou a monarquia espanhola);

  • com uma secção de Cultura (que inclui a BD e os vídeo-jogos);

  • com cobertura “de movimentos sociais que hoje rara vez aparecem nos meios”;

  • com “correspondentes exclusivos em Buenos Aires, México, Nova Iorque, Paris, Londres, Moscovo, Pequim, Bruxelas, Jerusalém, Berlim…” e espero que algum dia em Portugal (não necessariamente em Lisboa);

    Tomado de Todo lo que siempre quiso saber sobre Público, em Escolar.net

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