A partir de 2 de Julho poderá contribuir para a defesa da população de Darfur – que hoje maiores ataques está a sofrer aos seus direitos humanos – ao comprar o álbum “Make Some Noise, Save Darfur”.

O álbum é constituído por 2 CD’s de 28 canções regravadas (segundo as faixas de músicas) por: U2, R.E.M., Christina Aguilera, Aerosmith, Sierra Leone’s Refugee All Stars, Lenny Kravitz, The Cure, Corinne Bailey Rae, Jakob Dylan, Dhani Harrison, Jackson Browne, The Raveonettes, Avril Lavigne, Big & Rich, Eskimo Joe, Youssou N’Dour, Green Day, Black Eyed Peas, Jack Johnson, Ben Harper, Snow Patrol, Matisyahu, The Postal Service, Jaguares, The Flaming Lips, Jack’s Mannequin, Mick Fleetwood, Duran Duran, A-ha, Tokio Hotel, Regina Spektor.

Poderá ouvir 10 canções extra de John Lennon revisitadas por Gavin Rossdale, The Deftones, Ben Jelen, Meshell Ndegeocello, Rocky Dawuni, OAR, Widespread Panic, Emmanuel Jal, Fab Faux e Yellowcard.

O álbum será distribuído pela Warner Bros. Records (também no iTunes).

Para mais informações consultar o da AI Portugal

Actualização:
Clique na imagem do reprodutor e poderá ouvir uma amostra das canções:



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“O forte tem razão, o fraco está enganado” (Jean Ziegler)

Jean Ziegler, relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, foi entrevistado por Carlos Vaz Marques no programa Pessoal e Transmissível de 11 de Junho de 2007 da tsf.

Jean Ziegler acaba de publicar, na Asa, o livro O Império da Vergonha:

”Assistimos hoje a um formidável movimento de refeudalização do mundo. Na verdade, o 11 de Setembro de 2001 foi mais do que uma boa oportunidade para George W. Bush alargar o domínio mundial dos Estados Unidos: serviu mesmo para os grandes empórios transcontinentais partilharem entre si os povos do hemisfério sul.
Para conseguirem impor este regime inédito de submissão dos povos aos interesses das grandes companhias privadas, há duas armas de destruição maciça que os senhores do império da vergonha sabem esgrimir de forma admirável: a dívida e a fome. Pelo endividamento, os Estados abdicam da sua soberania; pela fome que daí resulta, os povos agonizam e renunciam à liberdade.
Mas quem são estes cosmocratas? – como lhes chama Jean Ziegler. São senhores que, pouco a pouco, tudo privatizam, inclusive a própria água que depois os povos terão de lhes pagar. Este livro segue a pista dos seus métodos mais dissimulados: aqui regista-se a patente da vida, ali quebram-se as resistências sindicais, além impõe-se pela força a cultura dos OGM (organismos geneticamente modificados).
Sim, o império da vergonha instalou-se sub-repticiamente no planeta. Mas foi precisamente a vergonha que serviu de suporte ao impulso revolucionário de 1789. E a nova revolução está em marcha: insurreições das consciências aqui, insurreições da fome acolá. Só ela pode conduzir à refundação do direito à felicidade, uma velha questão do século XVIII.”

Fonte: Jean Ziegler (2007) O Império da Vergonha. Lisboa, Asa.

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