Viajar é muito difícil (II)

6 Julho 2007

Em Março escrevia a entrada: Viajar é muito difícil sobre o que chamava “turismo de treta”:

“… Gostei muito de Madrid, de Salamanca, de Sevilha, da Cidade da Praia, , … porque conheci estas cidades com pessoas de lá.
Ah!, Cabo Verde! Graças ao José Vítor Adragão, andei por lugares onde os turistas nem se atreviam a entrar. Bebi cerveja e comi marisco em tascas com pessoas de lá. Fui recebido, e convidado a petiscar não me lembro o quê, na sala de estar de gente de lá. Passeei e brinquei com crianças de lá. Não, não foi dos hotéis e das praias da Ilha do Sal que eu gostei…”

É assim que Jesús Martin-Barbero o diz:

“… Interculturalidade não é o avasalamento. Interculturalidade não é o simples encontro, puramente epidérmico, de la imensa maioria do turismo que se move pelo mundo, trazendo consigo lembranças das grandes culturas do passado. É preciso o “cara a cara”, é precisa a tradução, é preciso o conhecimento do outro. Para poder pôr em crise os meus dogmatismos, tudo o que eu achava que era a verdade e que era apenas a minha verdade. E poder enriquecer-me com a parte de verdade do outro que sou capaz de captar, mas entendendo sempre que do outro apenas sou capaz de traduzir uma parte…”

Jesús Martin-Barbero: Diversidad en Convergencia, conferência no Seminário Internacional sobre Diversidade

Texto: Diversidad en Convergencia
Audio da conferência

 
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