José María Prieto Zamora, catedrático de Psicologia Industrial da Universidade Complutense de Madrid, ao Suplemento Campus, do jornal espanhol El Mundo (via fírgoa):

  • … o Processo de Bolonha está construído sobre um modelo de escola de negócios centrado na aprendizagem de competências, habilidades e destrezas, uma filosofia obsoleta que já nem nas empresas é aplicado.

  • Eu costumo distinguir entre três tipos de empresas, dependendo do tipo de licenciados que procuram:

    As que apostam pela inovação (5% do total) procuram graduados brilhantes que estejam à frente dos acontecimentos e assumem que terão de lhes pagar vencimentos por cima dos 3.000 euros.

    As que apostam pela qualidade (à volta de 15%) querem graduados com erro zero para que tudo funcione com a maior eficiência. Isso tem um vencimento próximo dos 2.000 euros. São empresas vinculadas às engenharias, politécnicas, recursos humanos…

    Por fim, estão as empresas que procuram ‘bom, bonito e barato’ (entre 50 e 60%), que procuram profissionais formados em competências, aos que são pagos vencimentos tendencialmente baixos.

  • O modelo de competências forma apenas mileuristas e empregados de “tirar e pôr”. Com este modelo nunca teremos graduados inovadores.

    [este modelo] Faz prevalecer o regateio a curto prazo e é penalizada a análise a longo prazo. Por exemplo, com esse modelo, George Boole não teria podido desenvolver o seu sistema lógico, que se converteu anos depois numa ferramenta fundamental para os documentalistas. Há que potenciar que as pessoas se dediquem muito tempo a algo para obterem resultados.

  • Quatro modelos tradicionais [de Universidade] estão vigentes:

    1. O da Universidade napoleónica, que pretendia formar marrões que se preparam para ser funcionários do Estado…

    2. O da Universidade norte-americana é o do pragmatismo, que forma graduados superiores que saibam resolver problemas aqui e agora…

    3. … o da Alemanha, Países Escandinavos e Holanda coloca-se o repto de ir à frente em ciência e em tecnologia e de fixar standards para cinco ou dez anos, o que permite os seus graduados superiores gerarem valor acrescentado e ser imitados pelos outros.

    4. … o modelo de Cambridge e de Oxford é o da erudição, que permite aos sus graduados elaborar as sínteses mais completas…

Anúncios

O Sul também existe?

25 Abril 2007


O Sul também existe?

No blogue el futuro del libro, de José Antonio Milán (em: ¿De qué estamos hablando?), dou de caras com este mapa dos recursos de Internet (calculados em função do número de endereços IP):

“Mientras que está muy bien disponer de recursos en línea, tener bibliotecas enteras digitalizadas e intercambiar información y opiniones con todo el mundo, conviene no olvidar la realidad de las infraestructuras. El mapa superior muestra los recursos de Internet (caslculados por número de direcciónes IP) en todo el mundo: Europa (22,5%) y Norteamérica (55,9%) suman más de las tres cuartas partes, seguidas de Asia con el 14%. El apagón del Sur frente al Norte salta a la vista de forma brutal (vía Barrapunto).”

%d bloggers like this: