Congressos

25 Março 2007

Sempre tive sérias dúvidas sobre a utilidade dos congressos em geral, e dos congressos nas áreas das humanidades em particular. Leio hoje, em ElPais.com um bom retrato dos mesmos, feito por Juan Luis Cebrián:

“Para qué vale un Congreso de la Lengua? O, quizás, la pregunta debería ser: ¿para qué valen, generalmente, los congresos? Muchos creen que se trata de organizaciones al servicio del turismo de lujo, pretextos para evadirse por unos días del tedio cotidiano y, de paso, encontrarse con colegas e intercambiar experiencias, muy poco enriquecedoras contra lo que reza el tópico tradicional. También suelen constituir abigarradas colecciones de egos, que pugnan por sentarse en los mejores sitios del protocolo, entendiendo que son aquellos que se avecinan más al poder político y sus representaciones. Es frecuente que los congresos -incluido el famoso de Viena- adopten resoluciones que nadie cumple, anuncien investigaciones que nunca culminan y esparzan al viento discursos que jamás ningún mortal escucha. Por lo demás siempre hay mecenas privados o públicos dispuestos a financiar con largueza sus vanidades, a veces tan esmirriadas como el aparecer en una fotografía junto a un jefe de Estado.

…”

Fonte: ElPais.com: Babelia: «Google-‘gúguel’»

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One Response to “Congressos”

  1. Patrícia França Says:

    Aquilo que tenho vindo a aperceber-me cada vez mais sobre os Congressos ou Conferências académicos (na área das Humanidades) é que dificilmente existe diálogo entre as diferentes disciplinas. Cada disciplina fala a sua linguagem. Uma linguagem codificada propositadamente para membros, como clubes secretos. Fico com a impressão de que há uma tentativa de criar muros, talvez num esforço para proteger paradigmas aceites como inquestionáveis. Há os velhos e intermináveis debates entre racionalismo e empirismo, entre a defesa do senso comum e da intelectualidade. Os mesmos velhos discursos carregados de estereótipos.
    Mas apercebo-me também de que os muros que se erguem não são só em relação às diferentes áreas, unidades. Criam-se muros em relação ao mundo exterior ao mundo académico. Que argumentos sustentam esta clausura?
    Questiono-me sobre o papel das Universidades, da área das Humanidades, na sociedade. Onde está a abertura? Existe um circuito fechado, uma desconfiança de parte a parte, uma acusação recíproca. Como se existissem dois mundos paralelos.


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