Lusofonia?

10 Fevereiro 2007

Entrevista ao escritor galego Carlos Quiroga no programa Câmara Clara da RTP2 (emissão especial Correntes d´Escritas, dia 9 de Fevereiro de 2007).
Tenham santa paciência: legendagens para as palavras do Carlos Quiroga!
Ah, Lisboa, Lisboa!

Anúncios

Para perceber por que é que a Web 2.0 vai ser tão importante nestas novas ferramentas linguísticas não baseadas nas “regras gramaticais”, veja-se o seguinte vídeo de Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural da Kansas State University.

do blogue de Enqique Dans: The machine is us/ing us. Ele viu-o no blogue de Antonio Fumero.

Tradutores automáticos

5 Fevereiro 2007

Sobre esta questão já tinha escrito em 2000 (A Unidade Lexicográfica:…) o seguinte, tomado de ABAITUA, J. (1995): «Prólogo a la edición española», em W. J. Hutchins & H. L. Somers (1995) Introducción a la tradución automática. Madrid: Visor. Págs. 15-19:

“…é muito esclarecedora e merecedora de uma séria reflexão por parte de todos aqueles que se dedicam à investigação linguística, uma das conclusões a que se chegou no Relatório Danzin, em 1990, produto da avaliação de resultados na investigação em tradução automática, encomendada pela Comissão Europeia, e cuja consequência mais importante foi o cancelamento do Projecto Eurotra dois anos mais tarde: tinha-se chegado a um esgotamento dos métodos simbolistas, isto é, do processamento por meio de regras (Abaitua, 1995: 15-16) e, como consequência directa disto, a constatação de que era hora de começar a trabalhar, na engenharia linguística e na linguística informática, também, numa linha menos pura, no sentido de formalista ou simbolista, e iniciar «un retorno a postulados más simples, más rudimentarios, pero que son también más realistas y prácticos» (idem, 15).

Com efeito, na década de noventa, uma parte importante da comunidade científica abandona os modelos que dominaram a cena linguística desde a década de setenta e no campo do processamento da linguagem natural e da tradução automática volta a dirigir-se a atenção para métodos — como a memória de tradução, a tradução por exemplos, o cálculo de probabilidades — «más simples y que fueron arrinconados por la “élite” hace treinta años» (ib.).

É neste contexto que surgem, na área do processamento das linguagens naturais, os chamados ”conexionismo” e “computação natural”, que não se servem exclusivamente de mecanismos de reescrita como procedimento generativo, isto é, processamentos lógico-sintácticos. Nestes novos modelos, impõem-se a memória e as relações associativas e contextuais (informações que consideramos imprescindível no modelo de dicionário codificador que defendemos)”

E, acrescentaria agora, o que hoje chamamos de Web 2.0.

Será que virá das mãos de Google esse tradutor automático?

“traducíndote” (2)

1 Fevereiro 2007

“Comentário ao 2º comentário” de Óscar Hermida, autor de traducíndote, ao meu post sobre este Tradutor automático de espanhol-português:

O problema do “OpenTrad-apertium” e, nomeadamente, do conceito de “línguas relacionadas” levar-nos-ia muito longe…

O principal problema dos dicionários bilingues e deste tipo de tradutores automáticos é situarem-se dentro dos limites da “unidade palavra”, concebendo o léxico como um conjunto de etiquetas que se justapõem e têm um valor universal, podendo substituir-se de uma língua para outra (como se fossem etiquetas que colássemos nas coisas): A+B+C = A’+B’+C’.

Um tradutor espanhol/português não pode limitar-se a fornecer apenas uma simples listagem das palavras (isoladas) numa língua e o seu equivalente na outra.

Cf., por exemplo:

lâmpada fosca: bombilla mate
vs.
fotografia mate: fotografía mate;
ou

fatia de pão: rebanada de pan
vs.

fatia de presunto: loncha
de jamón.

Quanto ao “Se vostede coñece un tradutor mellor,…”, confesso que duvidei ao ler. Mas optei pela leitura sem “retranca”. Não, não conheço.

"traducíndote"

1 Fevereiro 2007

Trago para aqui o “comentário ao comentário” de Óscar Hermida, autor de traducíndote, ao meu post sobre este Tradutor automático de espanhol-português:
Caro Óscar Hermida:
Independentemente das críticas que, com ânimo construtivo, possa fazer desta ferramenta, o teu trabalho merece-me o maior dos respeitos.
Sei que, por vezes, temos que suportar as críticas fáceis de quem desconhece o que é, na prática, construir recursos como estes, fazer dicionários, etc.
E já agora: o problema está muito na falta de bons dicionários e bases de dados lexicais bilingues espanhol-português.
Saúdos (também galegos)

Blogs

1 Fevereiro 2007

O povo petulante não deveria escrever. E ler? Ler sim. O negócio é o negócio. Não é?, Maruja Torres.

Visto em Escolar.net: Los columnistas modestos, brillantes y educados.

%d bloggers like this: