e-learning

28 Setembro 2006

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No 2º semestre do ano lectivo 2005-2006, decidi experimentar a plataforma de e-learning em disciplinas de Linguística (Lexicografia, Terminologia, Lexicologia). O objectivo foi ensaiar um tipo de ensino misto (presencial e não presencial) colocando na plataforma LMS EASY Education conteúdos, exercícios, trabalhos e outros elementos de avaliação.

Apresento aqui algumas das conclusões do relatório elaborado após esta experiência.

Alguns aspectos positivos:

– Maior motivação dos alunos;

– Ensino centrado no aluno;

– Acompanhamento continuado por parte do professor;

– Maior interacção professor /aluno;

– A experiência ajudou muitos alunos a iniciarem-se ou aperfeiçoarem-se nas TIC;

– Aumento do contacto pessoal dos alunos com o professor (horas de atendimento, etc.);

– Apesar de ter sido o primeiro ano de implementação da plataforma, com os problemas e limitações consequentes, o aproveitamento escolar não sofreu alterações significativas.

Aspectos negativos:

– Grande heterogeneidade dos alunos relativamente ao conhecimento/uso de novas tecnologias;

– Problemas graves de infra-estruturas: falta de salas apropriadas para aulas presenciais na plataforma (on-line);

– Alguns problemas com o software;

– Ter incorporado, o docente, a totalidade dos conteúdos de uma só vez (durante os meses de Dezembro e Janeiro, antes de o 2º semestre começar). Desta maneira perdeu-se a capacidade de ir apresentando “novidades” ao longo do semestre para evitar a perda de interesse do aluno;

– Problemas/dúvidas com os direitos de autor do material tradicionalmente empregue nas aulas tradicionais (fotocópias, etc.), o que nos obrigou a colocar na plataforma material e publicações apenas na nossa autoria;

– Dificuldades na avaliação, nomeadamente no que se refere às garantias relativas à autoria das actividades colocadas na plataforma e do trabalho final (no caso deste último, porém, em menor grau, uma vez que não eram aceites trabalhos que não tivessem sido acompanhados/orientados pelo professor);

– Um número importante de alunos não enviou dúvidas ao professor nem utilizou o horário de atendimento no gabinete (contudo, no sistema de ensino tradicional utilizado nos anos anteriores, o número de alunos que utilizava o horário de atendimento no gabinete ou colocava dúvidas ao professor, por qualquer meio, era muitíssimo menor). Isto explica o facto de praticamente não existir “reprovados” na disciplina, mas apenas “desistências”.

No futuro

– Redução importante do tempo dedicado à exposição teórica do programa, centrando-se nos conteúdos imprescindíveis (a questão também se coloca no sistema de ensino tradicional, com a redução das cargas horárias nos cursos reestruturados segundo Bolonha). Deverá fazer-se um esforço para distinguir entre o que é verdadeiramente importante (conteúdos imprescindíveis) do que poderá ser secundário (material que poderá ser enviado para uma secção tipo “para saber mais”) e que os alunos poderão consultar seguindo as indicações do professor. A plataforma não deve ser um simples veículo de transferência de conhecimentos (uma sebenta electrónica).

– No seguimento do anterior, deverá aumentar o número de actividades e melhorar a qualidade destes instrumentos da aprendizagem.

– Isto, porém, não deverá alimentar uma retórica fácil do “aprender fazendo” que entende a aquisição de conhecimentos como um “elemento limitador” no ensino universitário. Não é assim que entendemos o “ensino centrado no aluno”.

– Resolver o problema dos direitos de autor: é possível colocar na plataforma (com acesso restrito, apenas para os alunos inscritos na disciplina) capítulos de livros ou artigos protegidos pelo copyright?

– Disponibilizar conteúdos gradualmente, para cativar a atenção dos alunos com “novidades”;

– Com o mesmo intuito, apresentar actividades mais pequenas e mais frequentes;

– Aproveitar outras ferramentas disponibilizadas pela plataforma, nomeadamente ferramentas de gestão (dossier, sumários, relatórios, etc.) e de comunicação (chat, fórum, videoconferência).

– Habilitar laboratórios multimédia ou salas de e-learning apropriadas para aulas presenciais ou não presenciais com a plataforma de e-learning. A plataforma de e-learning não é apenas uma boa ferramenta para o ensino à distância, mas também tem possibilidades de comunicação síncrona que podem ser úteis nas aulas presenciais. Por isso, esta plataforma pode ser uma boa ferramenta para um tipo de ensino misto, colocando na mesma conteúdos e exercícios aos quais os alunos e o professor poderão ter acesso de forma síncrona ou assíncrona.

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