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Cada vez tenho mais dificuldade em entender a linguística (assim, pura, ou com apelidos como cognitiva, informática, etc.) na sua tentativa de descrever mediante linguagens formais o que poderia ter sido feito mediante linguagem natural. Fará sentido “anotar” textos para a sua posterior análise computacional? Fará sentido descrever a “semântica de roubar” em termos de “categorias” ou “propriedades prototípicas”?

E tudo vestido com roupagens excessivamente formalistas («esoteric terminology and esoteric analytical devices» (Wierzbicka, 1985: 7) .

Nos novos modelos em que estou a pensar impõem-se a memória e as relações associativas e contextuais.

Como acontece em outros campos (estou a pensar em muitas práticas médicas, por exemplo), se calhar, o importante agora não será tanto chegar a novas ou diferentes generalizações como aproveitar as ferramentas informáticas com enormes capacidades de armazenamento, recuperação e tratamento exaustivo de grandes quantidades de informação para fazer uma linguística empírica nunca realizada até hoje que dê conta dos usos reais de uma língua.

Para o processamento de linguagem natural é fundamental uma descrição encarada de maneira diferente, principalmente no que se refere à inventariação do significado linguístico e do conhecimento enciclopédico (que alguns chamariam de extralinguístico).

Neste novo marco, o dicionário revelar-se-á um elemento central, ao contrário do que tem acontecido na linguística do século XX.

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