Educação para o ódio

5 Agosto 2006

Nem acredito no que encontrei em Resistir.Info (via ASSÉDIO ... PARA TOD@S).

Jornalistas: onde estão os israelitas não sionistas? (vd. post anterior)

EDUCAÇÃO PARA O ÓDIO
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Crianças de Israel escrevem mensagens sobre munições de artilharia pesada em Kiryat Shmona, próximo à fronteira libanesa. Munições que irão assassinar outras crianças, do lado de lá da fronteira.
Nem a juventude hitleriana conseguira imaginar tal perversidade.

(em Resistir.Info)

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“Quem é esse «nós» a que o apresentador do telejornal da noite faz referência ao perguntar cortesmente ao Secretário de Estado se as «nossas» sanções a Sadam Hussein são merecidas, quando há literalmente milhões de civis inocentes que não pertencem a esse «regime» atroz e que estão a morrer ou sendo mutilados, a passar fome e a ser bombardeados para que possamos fazer sentir o nosso poder? E quem é esse «nós» quando um simples leitor de imprensa pergunta ao actual Secretário se, no nosso afã por processar o Irak pelas armas de destruição maciça (que em todo o caso não apareceram), «vamos» aplicar o mesmo critério e pedir as armas a Israel (só que neste caso não recebe nenhum tipo de resposta)? […]
Quem é o «nós» que bombardeia civis e que faz caso omisso do saque e pilhagem do extraordinário património do Irak com expressões como «São coisas que passam» ou «A liberdade é incerta»? Deveríamos ser capazes de dizer algures e com certo alcance «Eu não pertenço a esse “nós”, e o que “vós” fazeis não o fazeis em meu nome».

Edward W. Said (2004) Humanism and Democratic Criticism.

Carta do Boaventura Sousa Santos, publicada na revista Visão, do dia 27 de Julho. Hoje li-a no Troll Urbano:
Escrevo-te esta carta com o coração apertado. Deixo a análise fria para a razão cínica que domina o comentário político ocidental. És um dos intelectuais judeus israelitas — como te costumas classificar, para não esquecer que um quinto dos cidadãos de Israel é árabe — mais progressistas que conheço. Aceitei com gosto o convite que me fizeste para participar no Congresso que estás a organizar na Universidade de Telavive. Sensibilizou-me sobretudo o entusiasmo com que acolheste a minha sugestão de realizarmos algumas sessões do Congresso em Ramallah.
Escrevo-te hoje para te dizer que, em consciência, não poderei participar no congresso. Defendo, como sabes, que Israel tem direito a existir como país livre e democrático, o mesmo que defendo para o povo palestiniano.
Esqueço, com alguma má consciência, que a Resolução 181 da ONU, de 1947, decidiu a partilha da Palestina entre um Estado judaico (55% do território) e um Estado palestiniano (44%) e uma zona internacional (os lugares santos: Jerusalém e Belém) para que os europeus expiassem o crime hediondo que tinham cometido contra o povo judaico.
Esqueço também que, logo em 1948, a parcela do Estado árabe diminuiu quando 700 mil palestinianos foram expulsos das suas terras e casas (levando consigo as chaves que muitos ainda conservam) e continuou a diminuir nas décadas seguintes, não sendo hoje mais de 20% do território.
Pode continuar a ler a carta no “Troll Urbano”
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