Dia Mundia Contra o Trabalho Infantil

12 Junho 2006

No Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, recolho este fragmento do livro editado por M. Ferro de que já falei em Março: Ferro, M. (ed.) (2003) Le livre noir du colonialisme, XVIe-XXIe siècle: de l’extermination à la repentance. Paris : Robert Laffont/Hachette, onde se lembra o episódio do navio nigeriano Etireno:

Em Abril de 2001, 43 crianças (23 com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos, e 20 adolescentes) originários do Benin, Mali ou Togo, passageiros do Etireno, foram bloqueados no porto de Cotonou [Benin]. Uma investigação demonstrou que a maior parte das crianças era para ser vendida a ricos ganonenses para servirem como criados ou para trabalharem nas plantações… Comprados nas aldeias por 15 ou 30 euros, eram revendidos depois por (…) 450 euros. «Benin é pobre e Gabão, rico. Ambos países assinaram as convenções das Nações Unidas sobre os direitos da criança. Apesar disto, ninguém aboliu o comércio de escravos ou elaborou leis para castigar os traficantes.»

em: Ferro, M. (ed.) (2005) El Libro Negro del Colonialismo. Madrid: La Esfera de los Libros . pág. 928 (a tradução é minha).

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