Caminhos sociais
29 Abril 2008
“Desire paths” é um grupo de Flickr dedicado a recolher fotografias de caminhos, passeios, etc. que, ao serem concebidos (ou apenas construídos), não foram tomadas em conta as necessidades dos seus usuários.
via: Blog de Usolab > Caminos sociales
fotografia: Divergent Paths > iirraa
Narrando o pós-moderno, de Ana Gabriela Macedo
23 Abril 2008
A apresentação estará a cargo de Carlos Mendes de Sousa.
II Jornadas de Estudos Espanhóis e Hispano-Americanos
15 Abril 2008
II Jornadas de Estudos Espanhóis e Hispano-Americanos. El español entre lo uno y lo diverso.
Universidade do Minho
Campus de Gualtar
Complexo Pedagógico II, Anfiteatro B2
quarta-feira, 16-04-2008 e quinta-feira, 17-04-2008
A Secção de Estudos Espanhóis e Hispano-Americanos do Instituto de Letras e Ciências Humanas pretende com estas II Jornadas focar a diversidade da língua espanhola, bem como reflectir sobre o modo de perspectivar esta diversidade desde a prática pedagógica e a investigação em lexicografia e em tradução.
Livros vs. ecrã
13 Abril 2008
«…A leitura no ecrã é fragmentada, segmentada e fragmentária uma vez que todos os textos electrónicos, seja qual for o seu género, se tornam bancos de dados de onde se extraem fragmentos sem remeter este fragmento para a totalidade da que foi extraído. A partir de este momento pode ver-se no funcionamento dos bancos de dados que as pessoas extraem informação sem se preocupar por esta totalidade de onde procede.»
Fonte: Roger Chartier “La utopía de la biblioteca universal es posible” (entrevistado por en Carlos Suboskyvia para Clarín.com)
via: El futuro del libro > Chartier: la utopía de la biblioteca universal es posible
Aqui jaz … uma língua
11 Abril 2008
«Infelizmente as elites culturais e económicas galegas jogam a perder, e apostam por estratégias de resistência estilo Custer. Afinal morrerá a língua, mas “com os socos postos”.»
José Ramom Pichel.
Fonte: Portal Galego da Língua > José Ramom Pichel: «É preciso mais planificadores e estrategas, e mais vendedores do que apaixonados por futuros de conjuntivo»
Os galegos e o Acordo Ortográfico
9 Abril 2008
A propósito da participação, na segunda-feira 07/04/2008, de representantes de algumas instituições galegas na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” ( vd. vídeos em: http://www.agal-gz.org ), alguém me colocou estas duas perguntas:
- Afinal o galego existe ? (desculpe a rudeza da pergunta, mas é
uma pergunta para um linguista….)
- Como interepretar o interesse dos galegos relativamente ao nosso
acordo ortográfico? Considera-se a alternativa de o galego se
aproximar, em termos normativos, do Português?
Vejamos:
Que língua é que falam os galegos?
Dos quase 3 milhões de habitantes (sem contar os galegos emigrados ou na “diáspora”), falam galego (segundo os dados do Instituto Galego de Estatística, para 2001) 2.355.834 de pessoas:
Total: 2.355.834
De 5 a 9 anos: 87.719
De 10 a 14 anos: 108.917
De 15 a 19 anos: 142.588
De 20 a 24 anos: 188.545
De 25 a 29 anos: 192.033
De 30 a 34 anos: 179.427
De 35 a 39 anos: 171.263
De 40 a 44 anos: 171.659
De 45 a 49 anos: 158.098
De 50 a 54 anos: 154.542
De 55 a 59 anos: 151.116
De 60 a 64 anos: 126.022
De 65 e máis anos: 523.905
Fonte: Poboación en vivendas familiares de 5 e máis anos segundo xénero, idade e coñecemento do galego
Bem sei que não se responde à perguna com estes dados, que, aliás, devem ser lidos com muitas reservas. Contudo, há um dado a destacar: a clara perda de novos falantes, como também se pode ver nos seguintes quadros:


IGE (2004) Enquisa de Condicións de Vida das Familias. Coñecemento e uso do galego. Ano 2003. Santiago, Xunta de Galicia.
Fonte: Conselho da Cultura Galega
Outra coisa é responder à pergunta “O que é o galego?” (e aqui já começo a dar resposta à segunda questão que me foi colocada).
Simplificando muito, podemos dizer que há 2 respostas, que se correspondem com os 2 grandes (e antagónicos) projectos de normalização (transformação de uma língua em veículo “normal” de comunicação numa comunidade linguística) e normativização (construção de um padrão culto) existentes na Galiza:
- a autonomista (ou isolacionista), que defende a consolidação do que hoje poderíamos muito bem chamar de galego-castelhano (norma da Real Academia Galega, RAG).
- a reintegracionista (ou lusista) que defende uma norma para o galego que poderíamos chamar de galego-portuguesa (norma da Associaçom Galega da Língua, AGAL), ou, simplesmente, português da Galiza.
Mural, já recolhido neste blogue, ao pé da Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela em homenagem ao Professor Ricardo Carvalho Calero.
Via: Portal Galego da Língua > Gentalha do Pichel realiza mural em homenagem a Carvalho Calero
Ora bem, foram representantes deste segundo grupo que participaram, na segunda-feira 07/04/2008, na “Conferência Internacional / Audição Parlamentar “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.
Páginas de interesse:
Língua galega, na Wikipédia portuguesa.
Lingua galega, na Wikipedia galega.
Em breve estará disponível a segunda fase da plataforma de e-learning de Português para nós – Curso de Português Língua Estrangeira/Língua Segunda (vd. aqui mesmo: Português para nós: curso de português on-line)
Haverá actualizações especialmente nos conteúdos lexicais, sócio-culturais e nos exercícios, assim como a definitiva substituição dos áudios “sintetizados” (vozes artificiais) por vozes “humanas”.
As diferentes actividades e exercícios deverão estar terminadas antes do 15 de Junho para poder optar ao diploma da Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza.
Esta mesma Direcção Geral de Juventude e Solidariedade da Junta da Galiza, oferecerá uma viagem a Lisboa para duas pessoas, que será sorteada entre os alunos que tenham finalizado com aproveitamento o curso Português para nós (mais informação nas bases do sorteio).





